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Morte de Danilo Brito, irmão de Laura Brito, expõe riscos de complicações no pós-operatório

Caso reacende debate sobre prevenção e sinais de alerta no pós-operatório

Flávia Marinho
Por Flávia Marinho 2 Min Leitura
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Danilo Brito, irmão da influenciadora Laura Brito, faleceu após complicações no pós-operatório de uma cirurgia. Especialistas destacam a importância de prevenção e atenção aos sinais de alertaImagem: Reprodução/Internet
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Danilo Brito, 32 anos, passou por turbinectomia e amigdalectomia e morreu por trombose pulmonar que evoluiu para parada cardiorrespiratória, segundo a família relatou à imprensa. A complicação ocorreu no pós-operatório, quando coágulos podem se formar e obstruir artérias do pulmão. 

Em cirurgias, três fatores aumentam o risco de trombose: lesão nos vasos (trauma cirúrgico), estase do sangue (repouso e menor mobilidade) e hipercoagulabilidade (tendência do sangue a coagular por condições individuais ou inflamação). Quando um coágulo se desprende de veias profundas  geralmente das pernas e atinge o pulmão, instala-se o tromboembolismo pulmonar (TEP), causa frequente e evitável de morte hospitalar. 

Risco existe até em cirurgias “menores”

Procedimentos de otorrinolaringologia costumam ter baixo risco de TEP, com sangramento sendo a complicação mais comum; ainda assim, o pós-operatório cria um terreno favorável à trombose, sobretudo com imobilidade, dor que reduz a respiração profunda e inflamação local. Em pacientes cirúrgicos sem profilaxia, o risco de eventos tromboembólicos pode variar amplamente conforme o porte e o perfil do doente.

Sinais de alerta após a alta

Falta de ar súbita ou piora progressiva
Dor torácica que piora ao respirar
Tosse (com ou sem sangue)
Inchaço ou dor na panturrilha

Esses sintomas exigem busca imediata por atendimento, pois o TEP pode ser rápido e grave. Diretrizes reforçam que a identificação precoce salva vidas.

O que reduz o risco no pós-operatório

Deambulação precoce (levantar e caminhar assim que liberado) e exercícios de panturrilha
Meias/Dispositivos de compressão em pacientes indicados
Anticoagulantes profiláticos em perfis de risco moderado/alto, conforme avaliação médica

Contexto clínico

A morte por TEP no pós-operatório é rara em cirurgias de amígdalas e nariz, mas possível. A mensagem central é de conscientização: entender sinais de alerta e seguir à risca as orientações de mobilidade, hidratação, controle da dor e profilaxia quando indicada. 

Conteúdo informativo. Procure avaliação médica para condutas específicas ao seu caso.

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