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Uma gestão coletiva pelo meio ambiente

Rôney Nemer aposta na força da equipe e na educação para transformar o Brasília Ambiental

Giza Soares
Por Giza Soares 3 Min Leitura
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"O parque não é do IBRAM, é de todos. O que se leva para dentro precisa ser levado de volta. O meio ambiente pede respeito”. Rôney Neme, Presidente do Brasília Ambiental (IBRAM) Imagem: Ana Luiza/JCF
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À frente do Instituto Brasília Ambiental (IBRAM), Rôney Nemer prefere não ser chamado de presidente. Gosta de ser visto como parte da equipe e faz questão de dividir conquistas. Em conversa exclusiva com o Jornal Capital Federal, ressaltou que sua maior vitória foi unir o órgão por uma gestão compartilhada. “Aqui não existe centralização. Todos participam, do administrativo às superintendências. Trabalhamos como um time”, afirma.

Esse espírito coletivo tem orientado decisões importantes. Um exemplo foi o posicionamento firme contra a proposta de instalação de uma usina termoelétrica em Samambaia. Para Nemer, esse modelo pertence ao passado e não combina com o futuro sustentável de Brasília. Sua prioridade é outra: fortalecer os parques ecológicos e unidades de conservação. Já são 14 planos de manejo em andamento, com previsão de ampliar para outros 14. Além da infraestrutura, ele reforça a responsabilidade da população: “O parque não é do IBRAM, é de todos. O que se leva para dentro precisa ser levado de volta. O meio ambiente pede respeito”.

Educação e comunidade

Entre os projetos que mais o emocionam está o de educação ambiental em parceria com a Secretaria de Educação e Secretaria de Meio Ambiente. Crianças visitam parques, aprendem sobre o Cerrado e voltam para casa como multiplicadoras desse conhecimento. “Elas ensinam pais e irmãos. É assim que formamos uma geração mais consciente”, destaca.

A proximidade com a comunidade também é estimulada por audiências públicas e pelo trabalho da ouvidoria, que percorre unidades de conservação ouvindo moradores e encaminhando melhorias. A gestão conseguiu ainda agilizar o licenciamento ambiental, reduzindo prazos que antes levavam anos para poucos dias, sem abrir mão da qualidade técnica.

Legado e futuro

Nemer celebra a criação do Hospital da Fauna Silvestre, em Taguatinga, com previsão de transferência para o Parque Ecológico Burle Marx. O espaço acolhe animais atropelados, doentes ou vítimas de maus-tratos e os devolve à natureza após a reabilitação. “Esse é um legado coletivo, não meu. É de todos que acreditam no IBRAM”, faz questão de frisar.

O olhar para frente inclui o debate sobre o crescimento urbano de Brasília. Para ele, a expansão deve priorizar a verticalização, reduzindo impactos sobre áreas ambientais. “Brasília é uma cidade com mais de 90% do território protegido. Nossa missão é garantir que isso perdure, conciliando desenvolvimento com sustentabilidade”, reforça.

Com a simplicidade de quem se coloca ao lado da equipe e da comunidade, Rôney Nemer conduz uma gestão humana, coletiva e comprometida com o futuro do Cerrado e da capital federal.

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