Há momentos em que nos escondemos por medo, vergonha ou simples cansaço. Tentamos adiar o inevitável, como se o tempo pudesse apagar o que nos incomoda. Mas, de forma sutil, a vida ou Deus, como cada um escolhe chamar encontra um jeito de nos alcançar.
É como uma presença silenciosa que passeia pelo “jardim” da alma, perguntando: “Onde você está?”. Não para julgar, mas para lembrar que ainda fazemos parte de algo maior. Esse chamado não chega com imposições, mas em gestos delicados: uma conversa inesperada, um pôr do sol que desacelera, um abraço na hora certa.
Deus não se afasta quando erramos. Ao contrário, nos convida a sair do esconderijo, olhar para dentro e recomeçar. E esse encontro nem sempre acontece em templos ou cerimônias, mas nos instantes comuns que, de repente, ganham significado.
O “jardim” é o lugar onde respiramos fundo e recuperamos a coragem. Um espaço interno, sempre aberto, onde Deus nos espera para seguir conosco, mesmo quando acreditamos estar longe demais.




