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Segurança escolar exige ação conjunta e resposta rápida, alertam especialistas

Audiência no Senado reforça que prevenir ataques vai além de tecnologia: envolve preparo humano, protocolos claros e responsabilidade coletiva

Redação
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Especialistas e parlamentares discutem no Senado estratégias para prevenir e responder à violência em escolas, com foco em ações integradas e preparo humano.Imagem: Carlos Moura/Agência Senado
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O aumento de ataques a escolas brasileiras acendeu um alerta no Senado. Em audiência da Comissão de Segurança Pública nesta quarta-feira (13), parlamentares e especialistas defenderam a adoção de medidas integradas para prevenir e responder à violência no ambiente escolar.

Relator do Projeto de Lei 5.671/2023, que estabelece diretrizes nacionais para segurança em unidades públicas e privadas, o senador Efraim Filho (União-PB) defendeu mais investimentos em infraestrutura e capacitação, com atenção especial às áreas vulneráveis. A proposta prevê financiamento específico por meio do Fundo Nacional de Segurança Pública.

O senador Jorge Seif (PL-SC) destacou que, entre 2002 e 2022, o Brasil registrou 16 ataques fatais a escolas, sendo metade deles nos últimos dois anos. Para ele, é um fenômeno crescente que exige integração entre segurança pública, educação e saúde mental. Sérgio Moro (União-PR) defendeu penas mais duras e criminalização de atos preparatórios, permitindo intervenção antecipada.

A especialista em gestão de crises Ana Flávia Bello apresentou os três pilares para lidar com ameaças: reconhecer sinais de risco, intervir com acolhimento e responder de forma rápida e coordenada. Segundo ela, massacres podem ser planejados por até dois anos e, quando ocorrem, duram menos de cinco minutos, tornando a reação imediata crucial para salvar vidas.

Comunidade escolar

O agente da Polícia Federal Igor Cavalcante ressaltou que, mesmo com aparato policial, a prevenção só é eficaz com participação ativa da comunidade escolar. A presidente da Associação Brasileira de Resposta à Violência Escolar, Fernanda Barros, lembrou que muitos ataques poderiam ter sido evitados se sinais prévios fossem levados a sério.

Rodrigo Zuh, gerente de segurança da Avenues The World School e criador do Protocolo Vida, afirmou que equipamentos são importantes, mas a preparação das pessoas é determinante. O capitão da PM paulista Guilherme Boldrini reforçou a necessidade de protocolos específicos para forças policiais e atualização constante das estratégias.

Do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina, Roberto Lúcio Corrêa Bueno relatou que o plano de evacuação adotado há mais de dez anos em Blumenau já salvou vidas, defendendo que cada escola tenha um plano adaptado à sua realidade e que ameaças virtuais sejam enfrentadas com rigor.

Para os participantes, a segurança escolar depende de mais que câmeras e portões reforçados: exige vigilância constante, protocolos bem definidos e uma rede de proteção que envolva pais, professores, alunos, forças de segurança e gestores públicos.

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