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Nova creche em Taguatinga acolhe e transforma a rotina de mães e crianças

Cepi Asa Branca já atende 188 crianças em tempo integral e reforça compromisso do GDF com a primeira infância

Redação
Por Redação 4 Min Leitura
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Crianças atendidas no Cepi Asa Branca, em Taguatinga, contam com estrutura moderna, alimentação balanceada e cuidados integrais que garantem tranquilidade às famíliasImagens: Joel Rodrigues/Agência Brasília
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A educação infantil no Distrito Federal ganhou um novo capítulo com a inauguração simbólica do Cepi Asa Branca, em Taguatinga. Aberta desde abril, a unidade já acolhe 188 crianças com até três anos de idade, das 7h30 às 17h30. Com estrutura completa e atendimento humanizado, a creche se tornou apoio essencial para mães que desejam estudar ou trabalhar com tranquilidade.

O espaço foi construído com investimento superior a R$ 6 milhões, recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e contrapartida do Governo do Distrito Federal. A execução ficou sob responsabilidade da Novacap, com gestão pedagógica vinculada à Secretaria de Educação.

Durante a inauguração oficial, o governador Ibaneis Rocha afirmou que a entrega do novo centro representa mais um passo para zerar a fila por creches no DF.

Em 2019, mais de 26 mil crianças estavam fora das creches. Hoje, esse número caiu para menos de 2,5 mil. A meta é zerar até dezembro.

O Cepi segue padrão Tipo 1 e ocupa um terreno de 7.200 m², com área construída de mais de 1.300 m². Conta com salas adaptadas para berçário e maternal, lactário, cozinha, lavanderia, refeitório, playground, pátio coberto, jardim e estacionamento. Tudo pensado para garantir conforto, segurança e estímulo ao desenvolvimento infantil.

As turmas são divididas por faixa etária: Berçário I, Berçário II, Maternal I e Maternal II. Cada criança recebe cinco refeições diárias, elaboradas com orientação nutricional. Há também espaços destinados à amamentação, solários e salas multiúso.

A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, destacou que a creche é o primeiro ambiente de socialização para muitas crianças.

Além de aprenderem, elas passam a compreender limites, conviver em grupo e desenvolver hábitos que levam para a vida.

Com a revisão recente no manual de matrícula, o GDF passou a adotar critérios mais amplos para atender famílias em situação de vulnerabilidade. Têm prioridade, por exemplo, filhos de mulheres vítimas de feminicídio e pessoas em situação de rua. Também foi limitado o número de recusas de vaga por parte dos responsáveis.

A creche que virou alicerce

Para muitas mães, o Cepi Asa Branca é mais que uma creche — é uma rede de apoio. A publicitária Nayara Faria, de 25 anos, vê na estrutura da unidade o suporte necessário para manter seus estudos e compromissos profissionais. “O Miguel tem três anos e se adaptou rápido. A creche me dá tranquilidade para seguir em frente”, contou.

A confeiteira Brenda de Aquino, de 22, destacou a proximidade como um ponto decisivo. “Agora chego lá a pé. Meu filho fala melhor, come bem e está mais feliz. Isso me ajuda demais na correria do dia a dia.”

A unidade é administrada pelo Lar da Criança Padre Cícero, organização sem fins lucrativos com mais de 40 anos de atuação em Taguatinga.

É a quarta creche que gerenciamos. Nosso trabalho é feito com amor, pensando no cuidado e desenvolvimento dessas crianças, afirmou a presidente da entidade, Maria Meire Costa.

Durante a cerimônia, o governador também anunciou a criação de uma bolsa estudantil para alunos da rede pública que forem aprovados em universidades fora do DF. O objetivo é garantir que mais jovens consigam manter os estudos longe de casa, com apoio financeiro do governo.

Com essa nova entrega, o GDF fortalece sua política de atenção à primeira infância e avança no compromisso de garantir educação de qualidade, desde os primeiros passos até a formação acadêmica.

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