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Deputados de oposição passam a noite na Câmara em protesto contra prisão domiciliar de Bolsonaro

Parlamentares se revezaram no plenário durante a madrugada desta quarta (6) como forma de resistência à decisão do STF; prática já foi adotada em outras situações políticas

Flávia Marinho
Por Flávia Marinho 2 Min Leitura
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Deputados da oposição no plenário da Câmara durante a madrugada desta quarta-feira (6), em protesto contra a prisão domiciliar de Jair BolsonaroImagem:
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Deputados da oposição pernoitaram no plenário da Câmara dos Deputados entre a noite de terça-feira (5) e a manhã desta quarta-feira (6), em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A ação foi organizada por parlamentares de direita, que montaram uma escala de revezamento em três grupos, com turnos a cada três horas.

A liderança do Partido Liberal (PL) divulgou uma foto registrada por volta das 6h da manhã no plenário da Casa, mostrando os parlamentares ainda presentes no local. A estratégia foi apresentada como uma forma de manifestação contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a prisão domiciliar de Bolsonaro e impôs restrições de comunicação.

Protestos dentro da Câmara

Dormir no Congresso tem sido utilizado por deputados como forma simbólica de protesto político nos últimos anos. Em abril deste ano, por exemplo, o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) passou mais de uma semana pernoitando em um dos plenários das comissões. O parlamentar também aderiu à greve de fome, contestando o andamento de um processo que pode levar à cassação de seu mandato. A manifestação foi encerrada após acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).

Outro episódio semelhante ocorreu em março de 2022, quando o então deputado Daniel Silveira, aliado de Bolsonaro, dormiu em seu gabinete para evitar a instalação de uma tornozeleira eletrônica. Na época, ele alegava que a polícia não poderia cumprir a medida dentro das dependências do Congresso. A ordem para o uso do equipamento partiu também do ministro Alexandre de Moraes. Silveira resistiu por um dia, mas acabou cumprindo a decisão após ser ameaçado com multa diária.

Os protestos dentro do Parlamento se consolidam como uma estratégia de enfrentamento político que, mais do que resistência simbólica, busca visibilidade e apoio diante de decisões judiciais que atingem lideranças da oposição.

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