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Nikolas Ferreira (PL) questiona tornozeleira eletrônica imposta a Bolsonaro

Deputado federal ironiza medidas cautelares e minimiza papel do ex-presidente em tentativa de golpe

Emilly Gomes
Por Emilly Gomes 2 Min Leitura
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Deputado Nikolas Ferreira critica medidas judiciais contra Jair Bolsonaro e questiona a validade das ações do STFImagem: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) voltou a causar polêmica ao questionar as medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Em vídeo publicado neste domingo (20) em seu perfil no X (antigo Twitter), o parlamentar criticou o uso de tornozeleira eletrônica e ironizou o que chamou de “tentativa de golpe virtual”.

Quarenta e três anos de cadeia é algo razoável? Fazer isso com uma pessoa só porque há indícios e possibilidades de golpe?, indagou o deputado, referindo-se a uma eventual condenação de Bolsonaro. Para Nikolas, as ações da Justiça carecem de equilíbrio diante da ausência de um ato direto do ex-presidente nos ataques de 8 de janeiro.

No mesmo vídeo, o parlamentar minimizou o envolvimento de Bolsonaro nos atos golpistas, ao destacar que ele se encontrava nos Estados Unidos na data da invasão às sedes dos Três Poderes, em Brasília.

A preocupação principal da nossa Suprema Corte e da nossa Polícia Federal, pelo visto, é uma pessoa que tentou dar golpe lá do EUA, em EAD, virtual, ironizou.

Reforço à versão da defesa

A fala do deputado reflete o discurso adotado por aliados do ex-presidente, que tratam as investigações como perseguição política e classificam as medidas judiciais como excessivas. O Supremo Tribunal Federal, no entanto, sustenta que há indícios consistentes de que Bolsonaro participou de articulações para deslegitimar o resultado das eleições de 2022.

Entre os elementos considerados pela Corte estão reuniões com militares, elaboração de minutas com conteúdo golpista e tentativas de mobilizar apoio institucional para reverter o pleito. Com base nisso, a Justiça justificou as medidas cautelares como forma de preservar as investigações e evitar qualquer risco à ordem pública.

A declaração de Nikolas, embora alinhada ao seu público, reacende o debate sobre a relação entre política, Justiça e os limites da liberdade de expressão de parlamentares diante de processos judiciais em curso.

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