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Concurso Nacional Unificado pode virar política permanente com provas a cada dois anos

Governo quer consolidar o CPNU como ferramenta contínua de seleção para o serviço público e prevê nova edição em 2027

Redação
Por Redação 3 Min Leitura
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Governo federal avança para tornar o Concurso Público Nacional Unificado uma política permanente, com provas previstas a cada dois anos a partir de 2027Imagem: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
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O governo federal pretende transformar o Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) em uma política de Estado permanente. A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, confirmou a proposta e defendeu que as provas ocorram a cada dois anos, estabelecendo uma rotina no calendário de concursos públicos.

Em entrevista a emissoras de rádio, nesta terça-feira (8), durante o programa Bom Dia, Ministra, Dweck explicou que a meta é construir um processo sólido e estável, semelhante ao que aconteceu com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

Faz a primeira edição, ajusta na segunda, e vai aprimorando até virar algo estável e contínuo, detalhou.

Segundo a ministra, a expectativa é realizar a próxima edição em 2027. Não haverá concurso em 2026 por ser um ano eleitoral, quando as regras para seleções públicas são mais restritivas.

A nova edição do CPNU terá uma participação mais ativa da Escola Nacional de Administração Pública (Enap).

A Enap contratou a banca e assumiu a execução do concurso, claro, em parceria com o nosso ministério, que coordena a política, explicou Dweck.

A ministra também defende concursos menores, porém frequentes, evitando lacunas longas entre seleções e promovendo uma renovação mais equilibrada no serviço público.

O ideal é termos concursos com menos vagas por área, mas com edições regulares, reduzindo os choques de gerações dentro da administração pública, avaliou.

Questionamentos sobre cotas

Apesar da expansão planejada, o CPNU enfrenta desafios. O Ministério Público Federal (MPF) pediu a suspensão imediata da segunda edição do concurso e recomendou que os resultados finais da primeira edição só sejam divulgados após a correção de falhas nas regras de cotas raciais.

Dweck garantiu que o governo mantém diálogo aberto com o MPF e está atuando para esclarecer os questionamentos.

O CPNU foi lançado como uma tentativa inédita de unificar concursos federais, otimizando custos e simplificando o acesso ao serviço público. Agora, o governo busca consolidá-lo como uma ferramenta permanente para seleção de novos servidores.

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