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Correios enfrentam rombo bilionário e alertam governo sobre necessidade de socorro

Estatal prevê déficit de até R$ 5 bilhões e já contraiu empréstimos para manter operações em 2025

Paulo Cesar Sampaio
Por Paulo Cesar Sampaio 2 Min Leitura
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Diretoria dos Correios alertou o governo federal sobre risco de colapso financeiro em 2025; estatal já acumula prejuízo bilionárioImagem: Tomaz Silva/Agência Brasil
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Os Correios informaram ao governo federal que poderão precisar de um aporte emergencial da União para equilibrar as contas da empresa ainda em 2025. O alerta foi feito pela direção da estatal durante uma reunião realizada em 16 de junho, na Casa Civil, com a presença de ministros como Fernando Haddad (Fazenda) e Rui Costa (Casa Civil).

De acordo com estimativas internas, o rombo financeiro pode chegar a R$ 5 bilhões, sendo pelo menos R$ 2 bilhões já necessários para este ano. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo e confirmada por outras fontes do setor. Ainda não há uma decisão oficial sobre a liberação do recurso por parte do governo.

Empréstimos e crise operacional

Para manter suas operações, os Correios recorreram a empréstimos bancários que somam R$ 1,8 bilhão, obtidos com instituições como Citibank, BTG Pactual e Banco ABC Brasil. As operações foram realizadas sem garantia direta do Tesouro Nacional.

Apesar das tentativas de reestruturação, os números demonstram a gravidade da situação financeira: a empresa registrou prejuízo de R$ 2,6 bilhões em 2024 e já acumula perdas de R$ 1,7 bilhão apenas no primeiro trimestre de 2025.

Governo monitora cenário, mas evita anúncio oficial

A direção da estatal apresentou ao governo uma simulação de fluxo de caixa que considera diferentes cenários de aporte. Fontes envolvidas nas conversas indicam que o Ministério da Fazenda acompanha a situação de perto, mas ainda não há previsão de liberação de recursos. O governo avalia, entre outras possibilidades, uma operação junto ao Banco do Brics (NDB), no valor de até R$ 3,8 bilhões.

Nos bastidores, integrantes do Executivo reconhecem que uma solução poderá ser necessária nos próximos meses para evitar um colapso financeiro da empresa. A avaliação é de que, sem apoio público, os Correios correm o risco de interromper serviços essenciais à população.

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