A confiança do empresariado do comércio brasileiro segue em trajetória de recuperação. De acordo com dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) subiu 0,8% em junho, alcançando 105,4 pontos na série com ajuste sazonal. Este é o terceiro mês consecutivo de alta, marcando uma virada positiva após o recuo observado em março, quando o indicador caiu para 98,9 pontos, abaixo da linha de satisfação (100 pontos).
Entre os componentes do índice, o maior avanço veio da percepção sobre as condições atuais da economia, com crescimento de 3,1%. A confiança no próprio setor do comércio também aumentou, registrando alta de 2,5%. A única variação negativa foi na expectativa em relação à economia, com queda discreta de 0,1%. Ainda assim, a leitura geral aponta para um cenário de recuperação gradual, embora o subíndice das condições atuais permaneça em nível insatisfatório, com 75,2 pontos.
Os dados revelam também estabilidade nas expectativas e uma melhora nas intenções de investimento, especialmente voltadas para a ampliação de estoques e aportes nas próprias empresas. Isso indica um otimismo moderado e estratégico por parte dos comerciantes, que seguem avaliando com cautela os rumos da economia.
Na comparação com junho de 2024, o ICEC teve leve retração de 0,5%. O recuo foi puxado pela queda de 3,3% nas expectativas, parcialmente compensada pelo aumento de 1,0% nas condições atuais e de 2,7% nas intenções de investimento.
Para o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, o movimento mostra resiliência no setor.
Este último resultado revela que, mesmo diante de um cenário de cautela, os empresários continuam apostando na expansão dos negócios, especialmente por meio da contratação de pessoal e reinvestimento interno, avaliou.
O desempenho do ICEC reforça a leitura de que o comércio mantém o foco na retomada, com decisões pautadas pela prudência, mas também pela disposição em crescer.




