Entregadores em greve: luta por direitos e condições de trabalho melhores

Movimento “Breque dos APPs” paralisa ruas e cobra mudanças nas condições de trabalho para motoristas e entregadores de aplicativos

Emilly Gomes
Por Emilly Gomes 2 Min Leitura
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Entregadores de aplicativos paralisam atividades em todo o Brasil, exigindo melhores condições de trabalho, remuneração justa e a regulamentação da profissãoImagem: Fernando Frazão/Agência Brasil
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Nesta segunda-feira (31) e terça-feira (1), motoristas e entregadores de aplicativos realizam uma greve em todo o Brasil. O protesto, conhecido como “Breque dos APPs”, tem como ponto central a Avenida Paulista, em São Paulo. A paralisação busca chamar a atenção para as péssimas condições de trabalho enfrentadas por esses profissionais, que, segundo eles, têm suas atividades precarizadas, apesar da crescente demanda por serviços de entrega.

O movimento, liderado pelos entregadores paulistanos com o apoio do Movimento VAT-SP e da Minha Sampa, exige uma série de reivindicações específicas. Dentre as principais, destacam-se o pagamento mínimo de R$10 por entrega, o valor de R$2,50 por quilômetro rodado e um limite de 3 quilômetros para entregas feitas por bicicletas. Além disso, os trabalhadores pedem o fim da prática de agrupamento de entregas sem compensação financeira adicional.

Pagamento justo e limites nas entregas

Com a greve, os entregadores reafirmam a necessidade de uma regulamentação mais justa para os trabalhadores de aplicativos, que muitas vezes se veem sem amparo em situações de risco ou com pagamentos insuficientes para cobrir os custos de suas atividades diárias. O movimento também questiona as plataformas digitais sobre o compromisso com a segurança e a dignidade de seus trabalhadores, essenciais para a cadeia logística do comércio eletrônico.

Em sua manifestação, os entregadores também fazem uma comparação entre suas condições de trabalho e as de outros profissionais, como os empregados sob o regime CLT, especialmente as mulheres que enfrentam jornadas de trabalho igualmente longas e desiguais. O movimento busca, dessa forma, não apenas uma melhoria salarial, mas também o reconhecimento da profissão e a luta contra a exploração crescente que afeta trabalhadores autônomos em plataformas digitais.

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