Flávio Bolsonaro contesta eleição, se declara “líder do Brasil” e acusa suposta fraude

Senador divulgou duas versões de carta nos Estados Unidos, mudou referências a si mesmo e defendeu a cassação da chapa de Lula e Alckmin; TSE confirmou o resultado das urnas

Paulo Cesar Sampaio
Por Paulo Cesar Sampaio 3 Min Leitura
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Após publicar uma primeira versão do documento nas redes sociais, o senador divulgou uma segunda carta em que substituiu as expressõesImagem: Reprodução
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Em carta divulgada na quarta-feira (28), Flávio Bolsonaro (PL) contestou o resultado do segundo turno da eleição presidencial, alegou supostas fraudes eleitorais e afirmou inicialmente ser o “presidente eleito” do Brasil. Após publicar uma primeira versão do documento nas redes sociais, o senador divulgou uma segunda carta em que substituiu as expressões “verdadeiro presidente do Brasil” e “presidente eleito” por “líder do Brasil” e “líder”.

Sem apresentar provas para sustentar as acusações, Flávio criticou decisões do Judiciário, afirmou sofrer perseguição política e declarou que pretende liderar a oposição a partir dos Estados Unidos, onde está com a família. Ele também agradeceu a líderes internacionais, entre eles Donald Trump e Javier Milei.

Questionamentos sobre a votação

O senador alegou que houve uma “impossibilidade matemática” na votação e criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), que prorrogou o horário de votação por duas horas diante de problemas no transporte público e de condições climáticas adversas.

Segundo os dados apresentados na matéria, menos de 35 mil votos foram registrados entre 17h e 19h, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) terminou o pleito com uma vantagem de 4,4 milhões de votos sobre Flávio Bolsonaro.

Na carta, o senador defendeu a cassação da chapa de Lula e Geraldo Alckmin e acusou o presidente de utilizar a máquina pública para se reeleger. Também classificou a situação política brasileira como um “regime de exceção”.

TSE confirmou o resultado

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou a vitória de Lula e afirmou que o processo eleitoral ocorreu com segurança, transparência e sem fraudes ou inconsistências capazes de comprometer a legitimidade do resultado.

O Partido Liberal (PL), por sua vez, reconheceu o resultado proclamado pela Justiça Eleitoral, embora tenha defendido o esclarecimento dos questionamentos apresentados. A posição contrasta com as declarações de Flávio, que inicialmente rejeitou a vitória de Lula e chegou a defender a anulação das eleições.

Na segunda-feira (26), antes de deixar o Brasil, o senador já havia mudado o discurso e passado a defender a cassação da chapa eleita, alegando supostos abusos de poder político e econômico.

Apesar da mudança de termos entre as duas versões da carta, Flávio manteve as críticas ao Judiciário e a contestação do resultado eleitoral.

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