A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul deflagrou nesta terça-feira (15) a segunda fase da Operação Lívia, que investiga uma rede virtual suspeita de coagir e ameaçar crianças e adolescentes. A ação ocorre no Distrito Federal e em outros quatro estados.
Ao todo, são cumpridas medidas contra seis adolescentes no Distrito Federal, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Rio Grande do Sul. A operação conta com apoio do Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Investigação
Segundo a investigação, os grupos utilizavam comunidades virtuais para abordar, manipular e coagir crianças e adolescentes. A polícia também apura a prática de violência, automutilação e crueldade contra animais.
A segunda fase da operação foi deflagrada após a análise de celulares, computadores e outros materiais apreendidos durante a primeira etapa. Com as informações encontradas nos dispositivos, os investigadores identificaram novos suspeitos de integrar a estrutura das comunidades virtuais.
A Operação Lívia teve início após a morte de uma adolescente de 13 anos em Mato Grosso do Sul. Segundo a investigação, o caso teria sido transmitido ao vivo pelo Discord e estaria relacionado à atuação de integrantes de um grupo virtual.
Na primeira fase da operação, realizada em agosto, um adulto foi preso e cinco adolescentes foram apreendidos. As novas diligências buscam identificar outros envolvidos e possíveis vítimas da rede.
Medidas contra o Discord
O caso também provocou medidas envolvendo o Discord. Em agosto, a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) determinou a suspensão preventiva das transmissões ao vivo da plataforma no Brasil, após identificar problemas relacionados à proteção de crianças e adolescentes.
O Governo Federal também acionou a Justiça para cobrar medidas de proteção de usuários vulneráveis na plataforma. Entre os pedidos estão o aprimoramento dos mecanismos de segurança e proteção de crianças e adolescentes.
As investigações continuam para esclarecer a participação de cada suspeito e identificar outras possíveis vítimas.



