Após a confirmação de três casos de sarampo em crianças menores de dois anos na zona norte de São Paulo, o Ministério da Saúde passou a recomendar a aplicação da chamada “dose zero” da vacina tríplice viral em bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias. A estratégia também foi estendida para Guarulhos devido ao intenso fluxo de pessoas entre os municípios e à movimentação no Aeroporto Internacional de São Paulo.
A medida tem como objetivo ampliar a proteção da faixa etária mais vulnerável às formas graves da doença e reduzir o risco de transmissão do vírus. Segundo o ministério, cerca de 100 mil doses serão enviadas para atender as duas cidades.
Dose extra de proteção
A “dose zero” é uma aplicação adicional da vacina tríplice viral destinada a crianças entre 6 meses e 11 meses e 29 dias. Ela não substitui as doses previstas no Calendário Nacional de Vacinação, que continuam sendo aplicadas aos 12 e aos 15 meses de idade pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Além da vacinação, as autoridades de saúde intensificaram ações de vigilância epidemiológica, incluindo busca ativa de casos suspeitos, monitoramento de pessoas que tiveram contato com os infectados e bloqueio vacinal nas áreas consideradas de maior risco.
Casos importados
De acordo com o Ministério da Saúde, há indícios de que as infecções tenham ocorrido após contato com pessoas vindas do exterior. Das três crianças infectadas, duas frequentam a mesma creche e a terceira mora na mesma região da capital paulista.
Em 2025, o Brasil registrou 38 casos de sarampo, todos relacionados à importação do vírus, mantendo o status de país livre da circulação endêmica da doença. O cenário, porém, segue em alerta diante do aumento de casos em países da América do Norte, como Estados Unidos, Canadá e México.



