O Distrito Federal ganhou um importante reforço no atendimento às mulheres em situação de violência. A Polícia Militar inaugurou uma nova Sala Lilás no Centro Integrado de Operações de Brasília (CIOB), oferecendo acolhimento especializado durante 24 horas por dia. Ao mesmo tempo, o Governo do Distrito Federal ampliou o Programa Viva Flor, que passa a atender mulheres em situação de risco extremo em mais cinco delegacias da capital.
A nova estrutura tem como objetivo oferecer atendimento humanizado, orientação sobre direitos e encaminhamento à rede de proteção. O espaço também abriga o Policiamento de Prevenção Orientado à Violência Doméstica e Familiar (Provid), serviço responsável por acompanhar vítimas por meio de visitas solidárias e ações preventivas.
Salas Lilás fortalecem atendimento especializado
Com a inauguração da unidade no CIOB, o Distrito Federal passa a contar com três Salas Lilás fixas. Além da nova estrutura, os espaços funcionam no Aeroporto Internacional de Brasília, no Lago Sul, e no 27º Batalhão da Polícia Militar, no Recanto das Emas.
A Polícia Militar também dispõe de uma Sala Lilás itinerante, utilizada em grandes eventos para ampliar o acolhimento às mulheres vítimas de violência.
Segundo a corporação, o projeto continuará em expansão. A previsão é implantar outras 25 Salas Lilás em batalhões que já possuem o Programa de Prevenção Orientada à Violência Doméstica (Provid).
Programa Viva Flor chega a 13 delegacias
Outra novidade anunciada pela Secretaria de Segurança Pública foi a ampliação do Programa Viva Flor para mais cinco delegacias.
O programa atende mulheres vítimas de violência doméstica e familiar que estejam em situação de risco extremo. As participantes recebem um Dispositivo de Proteção Preventiva (DPP), semelhante a um smartphone, equipado com um botão de emergência que permite acionar rapidamente a Polícia Militar em caso de ameaça.
Com a ampliação, o Viva Flor passa a funcionar nas seguintes unidades:
• DEAM I, na Asa Sul;
• DEAM II, em Ceilândia;
• 6ª DP do Paranoá;
• 8ª DP da Cidade Estrutural;
• 16ª DP de Planaltina;
• 18ª DP de Brazlândia;
• 20ª DP do Gama;
• 21ª DP de Taguatinga Sul;
• 26ª DP de Samambaia;
• 27ª DP do Recanto das Emas;
• 30ª DP de São Sebastião;
• 33ª DP de Santa Maria;
• 35ª DP de Sobradinho.
Como denunciar casos de violência contra a mulher
Em situações de emergência, a orientação é acionar imediatamente a Polícia Militar pelo telefone 190.
As denúncias também podem ser registradas pelo 197, da Polícia Civil, de forma anônima e gratuita, além de qualquer delegacia do Distrito Federal.
As Delegacias Especiais de Atendimento à Mulher (DEAM I, na Asa Sul, e DEAM II, em Ceilândia) funcionam 24 horas por dia, todos os dias da semana.
Também está disponível a Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180, serviço gratuito do Ministério das Mulheres que funciona ininterruptamente, oferecendo orientação, acolhimento e encaminhamento das denúncias.
Já a Defensoria Pública do Distrito Federal mantém atendimento pelo número 129, com canal específico para mulheres em situação de violência, disponível de segunda a sexta-feira, em horário comercial.



