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Cafés produzidos no DF ganham espaço com qualidade artesanal e produção premiada

Pequenos produtores do Distrito Federal apostam em técnicas especiais, cuidado no cultivo e proximidade com os clientes para fortalecer a cafeicultura local

Flávia Marinho
Por Flávia Marinho 4 Min Leitura
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Produção de café na Chácara Passárgada, no Distrito FederalImagem: Arquivo pessoal
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O Distrito Federal vem se destacando na produção de cafés especiais, reunindo pequenos produtores que apostam em qualidade, tecnologia e manejo cuidadoso para conquistar consumidores. Até 2024, o DF dedicou cerca de 440 hectares ao cultivo de café, com mais de 100 produtores atuando no setor, segundo a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural.

Entre os destaques está a Chácara Passárgada, no DF, onde o produtor Juliano Coacci e o engenheiro agrônomo Felipe Brige cultivam cafés especiais. O grão produzido pela dupla conquistou o primeiro lugar no Prêmio Café do Cerrado Central de 2025.

Os produtores começaram vendendo o café diretamente para amigos, realizando entregas pessoais. Com o crescimento da procura, a marca ganhou reconhecimento sem perder a proximidade com os clientes.

“Hoje continuamos com essa prática, entregando o café pessoalmente. Então, podemos dizer que nossos clientes são, antes de clientes, amigos”, afirma Juliano.

Solo, clima e manejo influenciam na qualidade

Segundo Juliano, o preparo correto do solo é uma das etapas mais importantes para garantir uma boa produção. A escolha da área, a fertilidade da terra, a adubação e a definição da cultivar adequada fazem diferença no resultado final.

O produtor também destaca a importância do uso de mudas saudáveis e certificadas, além do cuidado durante a colheita e a secagem dos grãos.

De acordo com ele, o clima do Distrito Federal favorece a produção de cafés especiais. A estiagem durante o período da colheita permite o uso da técnica de estresse hídrico, desenvolvida pela Embrapa Cerrados, que ajuda a sincronizar a florada e proporciona uma maturação mais uniforme dos frutos.

“A interação entre a genética e o ambiente, assim como as técnicas de manejo, refletem no que o consumidor vai perceber na xícara”, explica.

Estrutura ainda é desafio para pequenos produtores

Apesar da qualidade reconhecida, os pequenos cafeicultores enfrentam dificuldades principalmente na etapa de beneficiamento do café. Segundo Juliano, o custo elevado dos equipamentos faz com que muitos produtores precisem terceirizar serviços.

“O desafio não é apenas produzir um café de qualidade, mas conseguir manter esse padrão de forma consistente, mesmo com uma estrutura limitada”, afirma.

Barista dá orientações para melhorar o café em casa

O barista profissional Daniel Viana, que atua há 17 anos no Distrito Federal, afirma que alguns cuidados simples podem transformar a experiência de preparar café em casa.

Entre as recomendações estão utilizar grãos de qualidade, água filtrada e, se possível, moer o café na hora do preparo. Ele também orienta atenção à temperatura da água e às medidas usadas em cada receita.

Daniel afirma que um dos erros mais comuns é preparar café em excesso e deixar a bebida parada na garrafa térmica por muitas horas.

“O café é uma bebida com uma diversidade enorme de sabores, aromas e origens. Cada xícara pode ser uma descoberta”, diz.

Para o especialista, a bebida faz parte da cultura brasileira e acompanha diferentes momentos do cotidiano.

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