Segundo pesquisa do Instituto Fecomércio-DF, 83,2% dos consumidores pretendem presentear no Dia das Mães de 2026. No comércio do Distrito Federal, a expectativa também é positiva: 67% dos lojistas projetam aumento nas vendas em comparação com o ano passado.
A análise da série histórica indica que, após o resultado de 80% registrado em 2025, o nível de confiança para 2026 recuou. Outros 25% dos lojistas esperam repetir o desempenho do ano anterior, enquanto 8% projetam retração. Além das expectativas de vendas, o índice geral de otimismo ficou em 17,4%.
O presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, analisa o cenário. “Esse recuo no otimismo pode estar ligado aos juros altos e ao alto nível de endividamento e inadimplência das famílias do Distrito Federal. Ainda assim, esperamos que a data movimente o comércio devido à tradição e forte apelo emocional no Dia das Mães”, explica. 
Para estimular o movimento do comércio, 78,3% dos lojistas pretendem adotar estratégias de vendas, com destaque para vitrines temáticas (19,59%), diversidade de produtos (16,67%), propagandas (15,83%), kits de produtos (13,75%) e promoções (13,75%). No mesmo contexto, 58,4% ampliaram os estoques para a data.
A maioria dos comerciantes (78,3%) também pretende manter os preços praticados no ano anterior. Já 14,2% planejam reduzi-los, principalmente para atrair mais clientes, enquanto 7,5% consideram aumentá-los em cerca de 7,56%, motivados sobretudo pelo reajuste anual e pelo repasse de custos dos fornecedores.
Preferências dos consumidores
Entre as mulheres, a intenção de presentear é de 79%, enquanto entre os homens esse índice chega a 92%. O levantamento aponta mudanças no perfil de consumo: em 2025, os itens mais procurados foram cosméticos e perfumes (27,6%), seguidos por roupas e acessórios (19,9%) e calçados (11,2%).
Neste ano, a preferência se desloca para cestas de café da manhã (17,3%), flores (14,6%) e cosméticos e perfumes (12,3%). Além disso, o ticket médio por cliente registrou queda de aproximadamente 13%, passando de R$ 245,74 para R$ 213,79.
A forma de pagamento também apresentou variação. Em 2025, o cartão de crédito concentrava 45% das preferências. Em 2026, esse percentual caiu para 34%. O Pix avançou de 29,3% para 35,7% e passou a liderar as intenções, seguido do débito (21,7%) e o dinheiro (8,5%).
As lojas de shopping e os estabelecimentos de rua ou de bairro seguem como os principais destinos de compra, concentrando 67,4% das intenções. Na sequência, aparecem os canais digitais, com 20,2%.
O estudo também aponta que 44,5% dos brasilienses pretendem realizar as compras no período da tarde, seguida pela noite (31,3%) e manhã (24,2%). Os finais de semana concentram as preferências, com destaque para o sábado, citado por 28,9%. Domingo e sexta-feira aparecem empatados, com 16,9% cada.
Na avaliação sobre a experiência de consumo, 33,4% dos entrevistados apontaram o bom relacionamento com a loja como principal motivo para indicar um estabelecimento. Já 32,8% afirmaram que os preços altos são o principal fator de rejeição.
Entre os brasilienses que não pretendem presentear (16,8%), o principal motivo apontado é não ter a quem dar presentes na data, citado por 61,5%. Na sequência, 15,4% apontaram o desemprego; 11,5% enfrentam dificuldades financeiras; 7,7% relatam dificuldade em presentear e 3,9% possuem outras prioridades de gastos.
Metodologia
Os dados da pesquisa foram coletados entre 13 a 21 de abril de 2026. A abordagem de consumidores se deu de forma aleatória, em diferentes pontos de circulação do DF, resultando em uma amostra de 155 respondentes.
Já a abordagem aos lojistas, direcionada aos proprietários e gerentes, ocorreu de forma presencial, compreendendo uma amostra de 120 empresas de diferentes regiões e segmentos do DF.




