A corrida pelo Senado em 2026 já começa a movimentar os bastidores políticos em Goiás. Entre os nomes que aparecem com força no campo da direita está o deputado federal Gustavo Gayer (PL), que construiu projeção nacional a partir das redes sociais e de um discurso crítico às instituições que, segundo ele, ultrapassaram os limites constitucionais.
Em entrevista exclusiva ao Jornal Capital Federal, o parlamentar afirmou que sua eventual chegada ao Senado teria um objetivo central: enfrentar o que considera um desequilíbrio institucional no país. Para Gayer, o Brasil vive um momento em que o Congresso precisa reassumir prerrogativas diante do Judiciário.
O verdadeiro problema do Brasil é um Supremo Tribunal Federal que desrespeita a Constituição. Hoje você vê que 47% da população acredita que nós vivemos numa ditadura do Judiciário. Ou seja, quase metade das pessoas não acredita mais que vive numa democracia.”
Na avaliação do deputado, o Senado possui instrumentos institucionais capazes de enfrentar esse cenário. Ele cita, por exemplo, a possibilidade de processos de impeachment contra ministros da Suprema Corte.
Eu acho mais do que nunca que a população quer o impeachment do Alexandre de Moraes. Só o Senado consegue fazer isso. O Brasil está num buraco tão profundo que apenas o Senado é capaz de resgatar essa nação.”
O papel das redes
A ascensão política de Gayer está diretamente ligada ao ambiente digital. Questionado sobre se as redes sociais fortalecem o debate democrático ou ampliam a polarização, o deputado rejeita a ideia de que o país esteja dividido.
Na verdade o que polariza o país hoje é a intolerância da esquerda em querer criminalizar quem pensa diferente. O Brasil não está polarizado. O Brasil está despertando.”
Ele afirma que a internet mudou radicalmente o acesso à informação política no país.
Não tinha internet, não tinha acesso à informação alternativa. Nós vivíamos num calabouço ideológico. E a internet e as redes sociais arrebentaram esses grilhões.”
Segundo ele, esse novo ambiente também alterou a forma de construir carreira política.
Eu cheguei a deputado federal sem ter que pedir benção para nenhum grupo político de Goiás. Você pega um celular e, se aquilo reverbera no coração da população, o apoio vem de forma orgânica.”
O parlamentar lembra que foi um dos mais votados do estado.
Foi assim que eu cheguei a ser o segundo deputado federal mais votado de Goiás, sem usar fundo eleitoral.”
Educação e liberdade de expressão
Entre as pautas que considera prioritárias no mandato, Gayer destaca o combate ao que chama de “doutrinação ideológica” nas escolas brasileiras. Ex-professor, ele afirma que o problema educacional vai além da falta de estrutura.
O que está arruinando a educação brasileira não é só a falta de estrutura. Nós temos hoje uma quantidade inegável de professores que, na verdade, são militantes que tentam doutrinar os nossos filhos.”
Ele defende que a formação moral e de valores deve permanecer sob responsabilidade das famílias.
O direito de educar os filhos com valores e princípios são dos pais.”
Outra bandeira que ganhou centralidade em sua atuação parlamentar, segundo ele, é a defesa da liberdade de expressão.
O Brasil hoje não tem mais liberdade de expressão, não tem nem mesmo liberdade de imprensa. Não há democracia sem liberdade de expressão.”
Descrédito na política
Ao comentar o distanciamento entre eleitores e classe política, o deputado disse compreender o sentimento de frustração presente em parte da sociedade.
Eu entendo exatamente como o eleitor se sente. Muitos dias eu acordo e penso se vale a pena abandonar minha família e ir para Brasília lutar contra um sistema que parece imbatível.”
Ainda assim, afirma que segue motivado por aquilo que considera uma disputa pelo futuro do país.
Eu penso na outra opção: entregar uma ditadura para os nossos filhos.”
Uma frase sobre o Brasil
Ao final da conversa, o deputado foi provocado a resumir em uma frase qual seria, na sua visão, o maior problema do país. A resposta veio de forma direta:
O enfraquecimento do núcleo familiar diante da ideologia da esquerda.”
Na sequência, ele explicou que, em sua leitura, valores culturais, religiosos e sociais são transmitidos pela família e que o enfraquecimento dessa estrutura geraria impactos sociais amplos.




