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Trump diz que EUA não estão em guerra com a Venezuela e descarta eleições imediatas

Presidente afirma que conflito é com traficantes, condiciona transição política à “recuperação” do país e ameaça nova ação militar se cooperação acabar

Paulo Cesar Sampaio
Por Paulo Cesar Sampaio 3 Min Leitura
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país não está em guerra com a Venezuela, mas condicionou qualquer avanço político à “recuperação” do paísImagem: Reprodução
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na segunda-feira (5) que os norte-americanos não estão em guerra com a Venezuela e descartou a realização de eleições no país em um prazo de 30 dias. Em entrevista à emissora NBC News, ele disse que o confronto atual envolve traficantes e não, necessariamente, o Estado venezuelano.

Trump voltou a declarar que outros países estariam enviando criminosos e dependentes químicos para o território dos Estados Unidos. Segundo ele, esse seria o foco central das ações do governo norte-americano no momento.

Transição política condicionada

Ao ser questionado sobre uma possível transição de poder na Venezuela, o presidente afirmou que o país precisa ser “consertado” antes da realização de novas eleições. Para Trump, não há condições de organizar um pleito neste momento.

“Vai levar um tempo. Precisamos cuidar para que o país se recupere”, afirmou durante a entrevista.

Enquanto isso, Trump disse que um grupo de autoridades dos Estados Unidos irá supervisionar o governo venezuelano. Entre os nomes citados estão o secretário de Estado, Marco Rubio; o secretário de Defesa, Pete Hegseth; o vice-chefe de gabinete da Casa Branca, Stephen Miller; e o vice-presidente, JD Vance. O presidente destacou, no entanto, que terá a palavra final sobre todas as decisões.

Relação com Delcy Rodríguez e ameaça militar

Trump afirmou ainda que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, está colaborando com as autoridades americanas. Segundo ele, o contato ocorre por meio do secretário de Estado, Marco Rubio. “A relação entre eles tem sido muito forte”, declarou.

O presidente norte-americano também disse que pode autorizar uma nova ação militar contra a Venezuela caso Delcy deixe de cooperar com os Estados Unidos.

Questionado sobre a existência de algum acordo com autoridades venezuelanas para retirar Nicolás Maduro do poder, Trump afirmou que “muita gente queria fazer um acordo”, mas disse que os Estados Unidos decidiram agir “desta forma”, sem o apoio do círculo mais próximo do então presidente.

Reconhecimento interno

Com a deposição de Maduro, Delcy Rodríguez assumiu a liderança da Venezuela. Até então, ela ocupava o cargo de vice-presidente. A decisão foi tomada pelo Tribunal Supremo de Justiça do país logo após Maduro ser retirado do poder pelos Estados Unidos.

Segundo o texto da decisão judicial, Rodríguez assume a função para “garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da Nação”. Além disso, as Forças Armadas da Venezuela reconheceram a nova presidente interina no domingo (4).

Em pronunciamento em rede nacional, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, declarou apoio à decisão e defendeu a permanência de Delcy Rodríguez no cargo por um período de 90 dias.

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