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Joaquim Roriz Neto entre legado, fome e 2026

O deputado mais jovem da Câmara aposta no combate à fome, na lealdade ao PL e faz alerta ao grupo Celina e Ibaneis

Dedé Roriz
Por Dedé Roriz 3 Min Leitura
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Parlamentar reforça o combate à fome, a lealdade ao PL e alerta que eleição não se ganha antes da horaImagem; CLDF
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Nos bastidores da política brasiliense, Joaquim Roriz Neto tenta equilibrar três frentes ao mesmo tempo: o peso do sobrenome, a pauta do combate à fome e a antecipação de 2026. Em conversa com Dedé Roriz e o jornalista Odir Ribeiro, o deputado distrital mais jovem da Câmara Legislativa, aos 34 anos, reafirmou a defesa do rorizismo social, a fidelidade ao PL e deixou um recado direto ao grupo Celina e Ibaneis: eleição não nasce pronta.

Uma das principais bandeiras de Joaquim é a segurança alimentar. Ele lembra que quem enfrenta fome não discute ideologia, precisa de comida para os filhos. Por isso, priorizou a ampliação dos restaurantes comunitários, a oferta de jantar a 50 centavos e a cobrança por qualidade igual entre as unidades. Também trouxe para a legislação o uso correto do cartão Prato Cheio, agora restrito à compra de alimentos.

Ao falar de futuro político, Joaquim relata que recebeu convites de outros partidos, inclusive para disputar vaga federal, mas reforça que permanece no PL por lealdade. Ele lembra que Valdemar Costa Neto cumpriu tudo o que prometeu antes das convenções, o que pesa mais do que qualquer oferta externa.

Construção e cautela

Na avaliação da chapa Celina Leão governadora e Gustavo Rocha vice, Joaquim combina reconhecimento e alerta. Ele considera Gustavo um dos quadros mais técnicos do governo, com diálogo eficiente entre os poderes, mas reforça que, antes de governar, é preciso vencer a eleição. Retoma o exemplo do próprio avô: mesmo com aprovação superior a 80 por cento, Joaquim Roriz não conseguiu transferir automaticamente votos para a sucessora Abadia. Para o neto, Celina precisa consolidar sua identidade política sem depender apenas da força do governo.

O deputado também tenta atualizar o antigo programa pão e leite. O projeto Alimenta Brasília nasceu de relatos de famílias que hoje pedem o retorno da política alimentar direta. Joaquim reconhece que os cartões sociais ampliam autonomia, mas lembra que uma parcela da população só garante alimentação quando recebe alimento, não dinheiro. Ele deseja ver o projeto implantado até o fim do mandato.

Na área da saúde, destaca o projeto aprovado para organizar a resposta às crises sazonais, com planejamento antecipado e redução de gastos emergenciais. Segundo Joaquim, prevenir problemas sempre será mais eficiente do que improvisar.

Ao final, o deputado retoma o princípio que atribui ao avô: governar é eleger prioridades. A lógica, afirma, deve valer tanto para o governo quanto para a disputa eleitoral. O recado permanece claro: legado ajuda, mas vitória se constrói no presente.

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