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Dívida pública dispara e acende alerta entre economistas

Mesmo com superávit em outubro, avanço das despesas acelera deterioração fiscal e pressiona a saúde das contas do país

Emilly Gomes
Por Emilly Gomes 2 Min Leitura
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Imagem: Freepik
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A dívida pública brasileira ultrapassou R$ 10 trilhões em outubro e alcançou 78,6% do PIB, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O avanço de 0,6 ponto percentual em relação ao mês anterior confirma a preocupação de economistas: a trajetória do endividamento segue firme em direção ao alto, mesmo diante da melhora temporária nas receitas.

O governo central registrou superávit primário de R$ 36 bilhões no mês — resultado que inclui INSS e Banco Central, mas deixa de fora estatais. Apesar disso, o quadro fiscal não inspira alívio. A receita líquida cresceu 4,5%, mas as despesas totais praticamente dobraram no período.

Esse descompasso reforça a percepção de que o superávit foi pontual e insuficiente para reverter a tendência de deterioração das contas públicas.

Pressão crescente sobre o orçamento

No acumulado do ano, o déficit primário já chega a R$ 63 bilhões, mais que o dobro do previsto na meta de R$ 30 bilhões. O governo ainda pode retirar da conta alguns gastos, como precatórios e reembolsos a vítimas de fraudes no INSS — uma manobra possível dentro das regras fiscais, mas vista com desconfiança por analistas.

O aumento da receita foi impulsionado, sobretudo, pela alta no Imposto de Renda e no IOF. Em contrapartida, os principais focos de pressão vieram de:

  • Despesas discricionárias em saúde, que avançaram de forma significativa;
  • Benefícios previdenciários, inflados pelo reajuste real do salário mínimo e pela expansão no número de beneficiários.

Economistas afirmam que esses gastos têm caráter estrutural e tendem a crescer continuamente, exigindo maior controle do governo.

Dívida bruta avança e preocupa investidores

A dívida bruta, que inclui também estados, municípios e o custo dos juros pagos pelo governo, acumulou alta de 7 pontos percentuais desde janeiro. É esse indicador que investidores acompanham mais de perto — e é nele que reside a principal preocupação.

Quanto maior a dívida, maior a percepção de risco e maior o custo para financiar o país.

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