O comércio varejista do Distrito Federal se prepara para um final de ano mais movimentado e confiante. De acordo com a Pesquisa de Contratação Temporária de 2025, realizada pelo Instituto Fecomércio-DF, 47,01% das empresas pretendem reforçar suas equipes para o período natalino. A expectativa é de que sejam abertas cerca de 3,8 mil vagas temporárias, o que representa, em média, duas novas contratações por estabelecimento.
O levantamento aponta um crescimento de 6,1% nas intenções de admissão em relação a 2024, evidenciando sinais de recuperação e otimismo entre os empresários. A maior parte das contratações deve ocorrer nas duas quinzenas de novembro, que concentram 76,3% das decisões dos lojistas. Outro dado animador é que mais da metade (54,2%) dos empregadores afirmam considerar a efetivação dos temporários após o período de festas.
Nas Cidades Satélites, 50,3% dos comércios planejam contratar, enquanto no Plano Piloto o índice é de 40,5%. As lojas de shoppings lideram a oferta de oportunidades, com 58,3% das intenções de admissão, seguidas pelo comércio local, que representa 39,2% das possíveis vagas.
Entre os segmentos mais aquecidos estão utilidades e artigos para presentes (71,4%), chocolaterias (66,7%), e vestuário e moda (60,7%). Já o setor de alimentos e bebidas lidera em média de vagas por empresa, com 2,8 contratações temporárias, seguido por brinquedos e utilidades, ambos com 2,4 admissões.
Perfil ideal do candidato
O comportamento proativo aparece como o principal critério de seleção para os empregadores, citado por 27,2% dos entrevistados. Em seguida vêm local de moradia (14,2%), flexibilidade de horário (13,9%) e disponibilidade em tempo integral (12%). Pontualidade, responsabilidade e assiduidade também são características valorizadas para garantir a permanência no emprego.
Para o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido da Costa Freire, os números refletem a força do comércio local.
Mesmo com juros altos, dificuldade de acesso ao crédito e alto endividamento das famílias, o setor mostra vitalidade. De janeiro a agosto, o comércio cresceu 4,1% e o setor de serviços, 6,4%, segundo o IBGE. O cenário de estabilidade, impulsionado pelo funcionalismo público e pelo recorde de empregabilidade no DF, mantém o consumo acima da média nacional. Esse contexto explica o otimismo dos empresários com as contratações de fim de ano, afirmou.
Entre as empresas que não pretendem contratar, 52,99%, as principais justificativas são o quadro de funcionários suficiente (33,8%) e a preferência por manter apenas colaboradores efetivos (24,6%). Outros 13,7% ainda avaliam o comportamento das vendas antes de decidir sobre novas admissões, enquanto uma parcela menor cita o baixo movimento e os impactos da crise econômica.
A pesquisa ouviu 251 empresas entre 29 de setembro e 18 de outubro de 2025, abrangendo mais de dez segmentos do comércio de bens, serviços e turismo do Distrito Federal.




