Ad image

E se o chocolate sumir? O doce mais amado do mundo pode ficar cada vez mais raro 

Mudanças climáticas afetam plantações de cacau na África e no Brasil e fazem o preço do chocolate disparar

Flávia Marinho
Por Flávia Marinho 3 Min Leitura
3 Min Leitura
Plantações de cacau sofrem com o calor e a falta de chuva em regiões produtoras da África Ocidental e do Nordeste brasileiroImagem: Reprodução/Agência Brasil
ouça o post

Já pensou em ficar sem o chocolate da sobremesa? O doce mais querido do mundo pode se tornar um luxo nas próximas décadas, não por dieta ou modismo, mas porque o clima anda bagunçando a produção do cacau  a base de tudo o que vai parar nas prateleiras das chocolaterias.

A árvore do cacaueiro precisa de estabilidade: temperaturas amenas e umidade constante. Mas o planeta está cada vez mais quente e seco, e isso tem afetado justamente as regiões onde o cacau cresce melhor.

Calor e seca apertam na África

Mais de 60% do cacau produzido no mundo vem da África Ocidental, principalmente da Costa do Marfim, Gana, Nigéria e Camarões. Só que, nos últimos anos, esses países vêm enfrentando secas prolongadas e temperaturas altíssimas, o que reduziu as safras e fez o preço disparar.

Em 2024, considerado o ano mais quente da história, a tonelada de cacau passou dos US$ 11 mil na Bolsa de Nova York — mais que o dobro do valor do ano anterior.

No Brasil, o calor também pesa

O Brasil continua entre os grandes produtores, mas a situação preocupa. A maioria das plantações está no Nordeste, região que sofre cada vez mais com calor extremo, falta de chuva e avanço de pragas. O resultado é queda na produção e chocolate mais caro nas prateleiras.

Especialistas já alertam que, se as mudanças climáticas continuarem nesse ritmo, o aumento de preço deve seguir nos próximos anos — e o chocolate pode se tornar um item de luxo.

Clima fora de controle, comida mais cara

E não é só o cacau que está em apuros. O calor e as chuvas irregulares também estão afetando outras culturas importantes. O café, por exemplo, sente o impacto em Minas Gerais e São Paulo. O arroz sofre com enchentes e estiagens, como as que atingiram o Rio Grande do Sul.

Esses efeitos mexem com toda a cadeia alimentar, elevam o custo da comida e ampliam desigualdades. O clima deixou de ser apenas um tema ambiental  virou questão econômica e de sobrevivência.

Compartilhe esse Artigo
Deixe sua opnião
Verified by MonsterInsights