A Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro informou nesta quarta-feira, 29, que 132 pessoas morreram durante a megaoperação policial realizada na terça-feira, 28. O número é o dobro do registrado inicialmente e confirma a ação como a mais letal da história do estado.
Entre os mortos, estão quatro policiais que perderam a vida em confrontos com traficantes. Em nota, a defensoria reforçou seu compromisso com a proteção dos direitos fundamentais, a preservação da vida e a defesa da dignidade das pessoas.
O governador Cláudio Castro (PL) manteve o número oficial de mortes em cerca de 60, mas destacou que a contagem pode aumentar, já que apenas os corpos registrados no necrotério entram nas estatísticas. Moradores do Complexo da Penha, uma das regiões mais afetadas pela operação, encontraram dezenas de corpos nesta quarta-feira, aumentando a tensão na comunidade.
Além dos mortos, a megaoperação resultou na prisão de 81 pessoas, incluindo Thiago do Nascimento Mendes, conhecido como “Belão”, apontado como operador financeiro do Comando Vermelho e braço direito do chefe da facção, Edgar Alves de Andrade, o “Doca”. A ação também apreendeu 93 fuzis, número recorde que supera a média mensal de apreensões em praticamente todo o ano.




