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Falha na Amazon Web Services provoca instabilidade global e afeta mais de 500 empresas

Problema em data center nos Estados Unidos derrubou serviços como iFood, Mercado Livre, PicPay e Prime Video; falha foi parcialmente resolvida, mas impacto seguiu durante o dia

Flávia Marinho
Por Flávia Marinho 4 Min Leitura
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iFood, Mercado Livre e PicPay Imagem: Divulgação
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Problema em data center nos Estados Unidos derrubou serviços como iFood, Mercado Livre, PicPay e Prime Video; falha foi parcialmente resolvida, mas impacto seguiu durante o dia 

Uma falha na Amazon Web Services (AWS), serviço de computação em nuvem da Amazon, causou instabilidade em sites e aplicativos de grandes empresas em todo o mundo nesta segunda-feira (20). Plataformas como iFood, Mercado Livre e PicPay estiveram entre as mais afetadas.

A AWS identificou o problema às 4h11 (horário de Brasília), apontando falhas em seus sistemas de banco de dados e servidores virtuais. A empresa informou que o erro no banco de dados foi “totalmente mitigado” às 6h24, mas que os clientes ainda enfrentavam dificuldades no uso dos servidores virtuais. Segundo o site Downdetector, que monitora falhas em plataformas online, a instabilidade persistiu ao longo da tarde.

Criada em 2002, a AWS surgiu para atender à própria Amazon, mas atualmente oferece hospedagem de sites, bancos de dados e processamento de sistemas de inteligência artificial a empresas do mundo todo. Segundo a agência Reuters, mais de 500 companhias relataram problemas nesta segunda.

Falha teve origem nos Estados Unidos

A pane atingiu a região conhecida como US-EAST-1, onde ficam os data centers da AWS no norte da Virgínia, nos Estados Unidos. Trata-se de uma das principais regiões da rede global da empresa, e a primeira a entrar em operação, em 2006.

A falha começou no DynamoDB, sistema de banco de dados da AWS voltado para aplicações de alta velocidade. O problema ocorreu no processo de resolução de DNS, mecanismo que converte nomes de sites (como “site.com.br”) em endereços IP compreendidos por computadores.

Além disso, a AWS registrou dificuldades na criação de novos servidores virtuais no Elastic Compute Cloud (EC2), serviço que ajusta automaticamente a capacidade dos sistemas conforme a demanda. Às 18h30, a plataforma ainda apresentava instabilidade em 76 recursos, enquanto outros 66 já haviam sido normalizados.

Impacto global

De acordo com Thiago Ayub, diretor de tecnologia da Sage Networks, o impacto foi tão grande porque muitas empresas ainda mantêm seus sistemas hospedados na região US-EAST-1. “Mesmo após incidentes anteriores, muitas companhias não adotaram estratégias de backup e redundância adequadas”, avaliou.

Ele lembrou que problemas semelhantes já ocorreram, como a falha da CrowdStrike, em julho de 2024, que afetou hospitais, bancos e aeroportos em várias partes do mundo.

Por que empresas usam a nuvem?

A computação em nuvem permite que companhias terceirizem a infraestrutura de tecnologia, reduzindo custos com manutenção e equipamentos. Em vez de adquirir servidores próprios, as empresas contratam serviços como os da AWS, Azure, Google Cloud, Oracle ou IBM, pagando apenas pelo uso.

A flexibilidade é uma das principais vantagens: é possível aumentar ou reduzir a capacidade conforme a necessidade, como em períodos de alta demanda — por exemplo, durante a Black Friday. Além disso, o armazenamento distribuído em múltiplos data centers possibilita criar backups e agilizar o acesso a conteúdos de streaming e jogos online.

Empresas afetadas

Segundo a Reuters e o Downdetector, mais de 4 milhões de usuários relataram falhas durante o incidente. Entre os serviços atingidos estavam:

Alexa, Amazon, Banco Pan, Canva, Claro, Clash of Clans, Clash Royale, Coinbase, Duolingo, Fortnite, HBO, iFood, Lyft, Mercado Livre, Mercado Pago, OLX, Perplexity, PicPay, Pinterest, Prime Video, Roblox, Robinhood, Roku, Signal, Snapchat, Stone, Wellhub e Zoom.

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