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Espera por tratamento oncológico no DF despenca com novo programa

Tempo médio caiu de 81 para 9,5 dias e fila de exames reduziu 78% em três meses

Flávia Marinho
Por Flávia Marinho 3 Min Leitura
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Em três meses, o programa reduziu a espera por consulta oncológica de 81 para 9,5 dias e agilizou exames Imagem: Sandro Araújo/Agência Saúde
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A vida não pode esperar, e quando se trata de câncer, cada dia faz diferença. Três meses após o lançamento do programa “O Câncer Não Espera. O GDF também não”, a rede pública de saúde da capital federal registra avanços expressivos no atendimento a pacientes oncológicos. O tempo médio para a primeira consulta caiu de 81 para 9,5 dias, uma redução de 88,2%. Já a fila para a realização de consultas diminuiu de 889 pessoas, em março de 2025, para 194 em outubro, uma queda de 78%.

O impacto também é visível nos tratamentos mais complexos. Na radioterapia, a espera, que chegava a 87 dias, agora é de 34,9, representando redução de 59,8%. Desde julho, cerca de dois mil pacientes já iniciaram o tratamento oncológico, resultado direto de ações voltadas à agilidade e eficiência no acolhimento. “O tempo é crucial para o atendimento de pacientes diagnosticados com câncer. Por isso, decidimos priorizar essa questão, com uma série de medidas para agilizar os tratamentos”, afirma o secretário de Saúde do DF, Juracy Lacerda.

Ações que fazem diferença

Em março, a fila de espera totalizava 1.519 pessoas, sendo 889 na oncologia e 630 aguardando radioterapia. Para enfrentar esse cenário, o GDF adotou estratégias importantes, como a contratação de tratamentos em instituições de saúde complementar, que até o início de outubro já atenderam 386 pacientes.

Na rede pública, a ampliação dos serviços e a reorganização do fluxo de atendimento também foram determinantes. As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) continuam sendo a porta de entrada dos pacientes, mas o encaminhamento para exames e consultas passou a ser feito de forma mais rápida e eficiente, acelerando o início do tratamento.

Melhoria contínua

A expectativa da Secretaria de Saúde é consolidar essa transformação no atendimento oncológico e avançar ainda mais. “Medidas estão sendo tomadas para a manutenção deste tempo de espera na oncologia e para diminuir na radioterapia, para tornar o tratamento mais célere”, explica Gustavo Ribas, chefe da Assessoria de Política de Prevenção e Controle do Câncer (Asccan).

Com resultados expressivos já nos primeiros meses, o programa “O Câncer Não Espera. O GDF também não” representa um passo decisivo rumo a uma rede oncológica mais ágil, eficiente e humana no Distrito Federal, onde o tempo, mais do que nunca, pode significar vida.

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