A proposta de isentar o Imposto de Renda de quem ganha até R$ 5 mil mensais pode beneficiar milhões de brasileiros e já movimenta o debate no país. Se confirmada, a mudança representará um alívio no bolso das famílias, mas também levanta questionamentos sobre como o governo compensará a perda de arrecadação.
Quem será beneficiado
Hoje, estão isentos apenas contribuintes com renda de até R$ 2.824,00 por mês. Com a nova regra, a faixa de isenção dobraria, alcançando quem recebe até R$ 5 mil. Segundo estimativas, cerca de 25 milhões de pessoas deixariam de pagar o imposto.
Na prática, trabalhadores que hoje pagam algo em torno de R$ 300 de IR por mês, se estiverem nessa faixa de renda, ficariam totalmente livres da cobrança, valor que poderia ser usado em despesas como alimentação, transporte ou poupança familiar.
Quanto o governo deixará de arrecadar
O impacto previsto é de cerca de R$ 25 bilhões por ano. Para equilibrar as contas, o texto cria uma cobrança mínima de 10% para contribuintes de alta renda, cerca de 140 mil pessoas que hoje pagam proporcionalmente menos. A ideia é reforçar a progressividade do sistema: quem ganha mais, paga mais.
Pontos de atenção
Especialistas alertam que a medida só será sustentável se houver fonte de compensação fiscal clara, evitando prejuízo a serviços públicos. Também defendem que a tabela seja atualizada com frequência, para que não volte a ficar defasada, como aconteceu nos últimos anos.
O projeto aprovado na Câmara segue para análise no Senado. Se receber aval e for regulamentado pelo governo federal, a nova regra começará a valer, substituindo a atual faixa de isenção de até R$ 2.824. Até lá, nada muda para o contribuinte.




