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Dino suspende repasse de emendas Pix após suspeitas de fraude

Auditoria da CGU aponta falhas de transparência em nove dos dez municípios que mais receberam recursos federais

Flávia Marinho
Por Flávia Marinho 1 Min Leitura
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Imagem: Rosinei Coutinho/SCO/STF
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino decidiu interromper o envio de emendas Pix a municípios sob suspeita de fraude. A medida foi tomada após auditoria da Controladoria-Geral da União (CGU) revelar falhas de transparência e rastreabilidade em nove das dez cidades que mais receberam esse tipo de recurso.

As emendas Pix permitem a transferência direta de verbas da União para estados e municípios, sem necessidade de convênios ou análise técnica prévia. O mecanismo, criado para agilizar repasses, ganhou espaço entre parlamentares justamente pela ausência de burocracia.

De acordo com a CGU, entre 2020 e 2024 foram distribuídos R$ 17,5 bilhões em emendas Pix, alcançando 95% dos municípios brasileiros. O volume crescente acendeu alertas sobre o uso eleitoral da verba, já que no ano passado os valores destinados a essa modalidade atingiram um recorde histórico no Orçamento.

A decisão de Dino, assinada nesta segunda-feira (15), reforça a necessidade de maior controle sobre a destinação dos recursos públicos e amplia o debate sobre os riscos de fragilidades na fiscalização do mecanismo.

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