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Doutora Jane propõe Lei Liberte-se para ampliar segurança em clínicas do DF

Proposta cria regras mais rígidas de segurança, fiscalização contínua e cadastro público de instituições, após incêndio que vitimou pacientes no Paranoá

Redação
Por Redação 3 Min Leitura
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Imagem: Divulgação
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A deputada distrital Doutora Jane (MDB/DF) protocolou na Câmara Legislativa do Distrito Federal o Projeto de Lei nº 34.377/2025, que institui normas rígidas de segurança, prevenção de incêndios e fiscalização em comunidades terapêuticas, clínicas e casas de recuperação de dependentes químicos no DF.

A proposta surge após a tragédia ocorrida em 31 de agosto de 2025, quando um incêndio em uma clínica no Núcleo Rural Desembargador Colombo Cerqueira, no Paranoá, deixou cinco mortos e onze feridos. As vítimas estavam em um alojamento trancado com cadeado, sem rotas de fuga adequadas e com extintores descarregados.
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Medidas da Lei Liberte-se


O projeto, que será denominado Lei Liberte-se, estabelece que nenhuma instituição poderá funcionar sem:

  1. alvará da Administração Regional;
  2. autorização do Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF);
  3. licença sanitária da Vigilância Sanitária;
  4. licença de funcionamento da Secretaria DF Legal.

Além disso, obriga que todas mantenham:

  1. planos de prevenção e combate a incêndios atualizados;
  2. rotas de fuga sinalizadas e iluminadas;
  3. extintores em perfeito estado de conservação;
  4. portas sem trancas externas nos dormitórios;
  5. saídas de emergência acessíveis e adequadas.

A fiscalização ficará a cargo do Corpo de Bombeiros, Vigilância Sanitária, Secretaria DF Legal e Secretaria de Justiça e Cidadania (SEJUS/DF), com inspeções obrigatórias a cada seis meses.

Cadastro Distrital


Outro ponto importante da proposta é a criação do Cadastro Distrital de Comunidades Terapêuticas e Clínicas de Recuperação, no âmbito da SEJUS/DF. O sistema será público e permitirá que famílias e órgãos de controle acompanhem quais instituições estão autorizadas e regularizadas.

Penalidades


As instituições que descumprirem a lei poderão sofrer:
advertência e prazo para regularização;
multas entre R$ 10 mil e R$ 200 mil;
interdição imediata em caso de risco iminente à vida dos internos.

Um marco em defesa da vida


Na justificativa, a deputada destaca que o episódio do Paranoá revelou a vulnerabilidade de muitas clínicas que deveriam oferecer tratamento e segurança, mas funcionam sem condições mínimas.

Este Projeto de Lei busca transformar a dor dessa tragédia em uma política pública de prevenção, reforçando a fiscalização e criando mecanismos de transparência para salvar vidas, afirmou Doutora Jane.

Com a Lei Liberte-se, o Distrito Federal dá um passo firme na defesa da vida, da dignidade humana e da recuperação responsável.

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