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Distração ou ameaça? A dependência de dopamina nas redes sociais e seus riscos à saúde mental

É importante reconhecer o problema, buscar equilíbrio e mecanismos de resgate das nossas conexões de verdade – longe das telas

Rodrigo Santana
Por Rodrigo Santana  - Psicólogo 3 Min Leitura
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Imagem: Freepik
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A internet e suas facilidades, sem dúvidas, são uma grande conquista para a humanidade. Algoritmos, Inteligência Artificial e redes sociais, aproximam, informam e entretêm as pessoas em todo o mundo, de todas as idades.

Contudo, muitas vezes além de conectados estamos dependentes. A cada notificação, “meme”, curtida, vídeo curto, nosso cérebro recebe uma carga de um neurotransmissor responsável pelo prazer e recompensa – A DOPAMINA. Essa carga faz parte de um fenômeno químico natural, vem se mostrando preponderante numa perigosa epidemia silenciosa: a dependência digital.

Embora o censo comum acredite que aquela pessoal que vive “grudada no celular” é indisciplinada ou sem o que fazer, na verdade pode se tratar de um vício em construção, fruto de um estudado mecanismo de captura de atenção, desenvolvido pelos algoritmos das redes. Todo esse universo da informação, rolagens infinitas, “feeds”, e aquela surpresinha gostosa que está por vir na próxima rolagem, servem pra liberar a dopamina nos nossos cérebros de forma contínua. Com o passar do tempo e não observância da necessidade de pausas e outros mecanismos de recompensa (focados em outras relações), a nossa mente, começa a ficar seduzida pela imprevisibilidade e busca aumentar os estímulos, tornando-se dependente deste ciclo.

Aumenta a ansiedade e depressão entre jovens

Estudos recentes demonstram o aumento da ansiedade, depressão, e diminuição de foco (principalmente entre os jovens), que ficam expostos constantemente às redes. Por se tratar de um mecanismo rápido e momentâneo de recompensa dopaminérgica, a pessoa tende a sempre querer buscar mais e mais interação para se manter “alimentada” pela boa sensação trazida pela interação virtual.

Dependência das redes

Para identificar essa possível dependência das redes, precisamos observar nossos comportamentos, nossa interação com as pessoas, o tempo que estamos fixados nas telinhas e buscar construir hábitos saudáveis de interação, atenção ao que está perto de nós, pode ser uma alternativa saudável e sem traumas para retomar nosso controle de tempo, atenção aos nossos familiares, amigos e preservar a nossa saúde mental.

A dependência de dopamina nas redes sociais representa um desafio para nós, nossos filhos, nossas famílias e toda a sociedade.

Para não adoecermos é importante reconhecer este problema, buscar equilíbrio e mecanismos de resgate das nossas conexões de verdade – longe das telas – conquistando mentes e corações!

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Posted by Rodrigo Santana Psicólogo
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Psicólogo, mestre em Saúde Pública e doutorando em Governança e Transformação Digital
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