Apergunta que circula nos bastidores do Distrito Federal foi feita de forma direta: será candidato em 2026? A resposta de Dedé Roriz veio sem hesitação. “Não sou candidato. Essa decisão está tomada com a minha família”, afirmou durante entrevista conduzida por Giza Soares no Podcast Política do Bem.

Mesmo fora da disputa, o nome continua em evidência. Procurado por partidos e lideranças para compor nominatas e dobradinhas, ele reconhece o peso político que ainda carrega.

Como já fui candidato algumas vezes, as pessoas sempre acham que eu vou entrar de novo. Mas, dessa vez, eu bati o martelo, disse.
A decisão, segundo ele, passa menos por estratégia eleitoral e mais por escolha de vida.
Política é guerra. Mexe com a família, com os filhos. Eu entendi que esse não é o momento, explicou.
Entre família e legado
Ao longo da conversa, o peso do sobrenome Roriz surge como elemento inevitável. Dedé não foge do tema e reconhece o impacto direto disso na sua trajetória.
Todo lugar que eu chego, a primeira pergunta é se eu sou parente do Roriz. Isso tem um peso muito grande, afirmou.
Ao falar sobre a decisão de não disputar, ele também aponta para uma leitura política interna.
Meu primo Joaquim Roriz Neto tem mais voto, já foi testado nas urnas. Nada mais justo do que respeitar isso e reconhecer o momento dele, declarou.
Mesmo assim, o distanciamento das urnas não significa afastamento da política. Pelo contrário. Dedé afirma que hoje exerce ainda mais influência fora do mandato.
Hoje eu ajudo muito mais. Como comunicador, tenho liberdade para orientar, divulgar e dar espaço para quem está no jogo, disse.
Da política à comunicação
Ao explicar essa transição, ele resgata a própria trajetória.
Eu estou voltando às minhas origens. Sempre fui da comunicação, tive programa de rádio, de TV. Hoje estou fazendo o que eu gosto e também estou sendo reconhecido por isso, afirmou.
A profissionalização desse caminho também avança.
“Já dei entrada no meu registro oficial de jornalista. Nos próximos dias deve sair”, contou, sinalizando que a atuação na mídia deixa de ser apenas complementar e passa a ser central em sua estratégia.

Bastidores como caminho
À frente de projetos de mídia, como podcast, coluna e parcerias em veículos de comunicação, ele se vê em um novo lugar dentro do cenário político.
Hoje eu sou um empresário de mídia. Me sinto mais livre e com mais responsabilidade do que quando era candidato, afirmou.
A decisão de não disputar em 2026, ele reforça, não encerra o sonho político. Apenas o adia.
O sonho não acabou, está adormecido. Se lá na frente entenderem que eu posso contribuir como candidato, eu vou estar pronto, concluiu.
Entre a exposição das urnas e a influência dos bastidores, Dedé Roriz redesenha sua atuação. E, em um cenário onde comunicação e narrativa ganham cada vez mais peso, sua escolha pode dizer mais sobre o futuro da política do DF do que uma candidatura.



