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Exame de sangue pode revolucionar diagnóstico do câncer de mama no Brasil

Nova tecnologia brasileira identifica sinais da doença antes mesmo de aparecerem em exames de imagem

Flávia Marinho
Por Flávia Marinho 3 Min Leitura
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Exame de sangue que pode auxiliar na detecção precoce do câncer de mama, tecnologia ainda em fase de testes no BrasilImagem: Divulgação
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Um exame de sangue desenvolvido por pesquisadores brasileiros pode transformar o rastreamento do câncer de mama no país. A tecnologia, ainda em fase de testes, busca identificar a presença da doença por meio de biomarcadores no sangue, permitindo um diagnóstico mais precoce e ampliando o acesso das pacientes à investigação médica.

O estudo surge em meio a um cenário preocupante. O câncer de mama é o terceiro tipo de câncer que mais mata no Brasil, com cerca de 20 mil mortes por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer. Apesar das altas chances de cura quando descoberto cedo, muitas mulheres ainda recebem o diagnóstico em estágios avançados.

Desigualdade no acesso dificulta diagnóstico precoce

Um dos principais desafios no combate à doença é o acesso ao rastreamento. A mamografia, principal exame para detecção do câncer de mama, ainda não chega de forma igual a todas as regiões, especialmente em áreas mais afastadas e na rede pública.

No Sistema Único de Saúde, o exame é recomendado para mulheres entre 50 e 69 anos. Em 2025, o Ministério da Saúde passou a ampliar o acesso para mulheres a partir dos 40 anos, mediante avaliação médica. Ainda assim, casos em mulheres mais jovens têm se tornado mais frequentes e agressivos.

Como funciona o novo teste

A tecnologia foi desenvolvida por pesquisadores da Faculdade de Medicina do ABC e utiliza uma técnica chamada biópsia líquida. O método analisa o sangue em busca de sinais moleculares associados ao câncer, sem depender de exames de imagem.

Batizado de RosalindTest, o exame identifica alterações em dois biomarcadores específicos, HIF-1α e GLUT1. Essas alterações ocorrem quando células tumorais passam por hipóxia, condição em que o tumor cresce com baixo nível de oxigênio.

Nos estudos iniciais, o teste apresentou cerca de 95% de acurácia e, segundo os pesquisadores, pode detectar indícios da doença antes mesmo de o tumor ser visível em exames tradicionais.

Complemento à mamografia

A proposta não é substituir a mamografia, mas atuar como ferramenta complementar. O exame de sangue poderia funcionar como uma triagem inicial, ajudando a identificar pacientes com maior risco e priorizando o encaminhamento para exames mais complexos.

Além disso, a tecnologia pode auxiliar em casos em que exames de imagem apresentam resultados negativos, mas ainda há suspeitas clínicas.

Ampliação do acesso em áreas remotas

Outro ponto destacado pelos pesquisadores é o potencial de ampliar o acesso ao rastreamento. Diferente da mamografia, que exige equipamentos específicos e estrutura hospitalar, a coleta de sangue pode ser realizada em unidades básicas de saúde, inclusive em regiões mais remotas.

Em um projeto-piloto realizado com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, o exame foi aplicado em mulheres do interior de São Paulo e do Ceará, muitas das quais nunca

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