O câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino, segue entre os principais desafios da oncologia no Distrito Federal. A doença já aparece como o terceiro tipo de câncer mais frequente na capital, atrás apenas dos tumores de mama e de próstata, e preocupa especialistas por um fator decisivo: em muitos casos, evolui sem apresentar sintomas claros nas fases iniciais.
Esse caráter silencioso faz com que parte significativa dos diagnósticos ainda ocorra em estágios mais avançados da doença. Quando identificado tardiamente, o tratamento se torna mais complexo e as chances de cura podem diminuir.
Casos no DF
No Distrito Federal, o cenário exige atenção. No Hospital de Base, principal referência em oncologia na rede pública da capital, são registrados cerca de mil atendimentos por ano relacionados ao câncer colorretal.
Dados do Instituto Nacional de Câncer indicam que o DF apresenta uma taxa de incidência de 19,42 casos por 100 mil habitantes. O índice coloca a capital na sexta posição entre as unidades da federação com maior ocorrência desse tipo de tumor.
Durante o mês de março, a campanha Março Azul-Marinho busca ampliar o acesso à informação sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de intestino. A mobilização tem como objetivo incentivar a população a procurar exames preventivos e a observar possíveis sinais da doença.
Entre os sintomas que podem aparecer estão alterações no funcionamento do intestino, presença de sangue nas fezes, dores abdominais frequentes, anemia e perda de peso sem causa aparente. Mesmo assim, especialistas reforçam que muitos casos se desenvolvem sem sinais perceptíveis por um longo período.
Prevenção e diagnóstico precoce
A principal forma de reduzir os riscos da doença é investir na prevenção e no diagnóstico precoce. Exames como a colonoscopia permitem identificar lesões e pólipos que podem evoluir para câncer ao longo do tempo.
Médicos recomendam que pessoas a partir dos 45 ou 50 anos, especialmente aquelas com histórico familiar da doença, mantenham acompanhamento médico e realizem exames preventivos conforme orientação profissional.




