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Câmara aprova projeto que prevê tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres em casos de risco

Proposta determina que polícia solicite a medida quando houver ameaça de violência e permite que vítimas recebam alerta em caso de aproximação

Flávia Marinho
Por Flávia Marinho 2 Min Leitura
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Projeto prevê monitoração eletrônica de agressores em casos de violência contra a mulherImagem: Reprodução
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A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (10) um projeto de lei que obriga a autoridade policial a solicitar a monitoração eletrônica de agressores de mulheres em situações consideradas de risco. A proposta segue agora para análise do Senado.

O texto estabelece que, diante de risco de agressão identificado pelo Protocolo Nacional de Avaliação de Risco, a polícia deverá pedir a aplicação da medida cautelar. Caberá ao juiz decidir, em até 24 horas, pela manutenção ou revogação da monitoração eletrônica.

Monitoramento e alerta para a vítima

De autoria da deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e do deputado Marcos Tavares (PDT-RJ), o projeto também determina que a vítima tenha acesso a um dispositivo de segurança que permita acompanhar eventual aproximação do agressor.

Segundo a proposta, sempre que o agressor ultrapassar o perímetro de exclusão estabelecido pela Justiça, o sistema deverá emitir um alerta automático e simultâneo para a vítima e para a unidade policial mais próxima.

No relatório, os parlamentares afirmam que a medida pode reduzir os riscos de novos episódios de violência.

“A presença de uma vigilância constante desestimula comportamentos agressivos e reduz significativamente o risco de reincidência”, afirmaram.

Punição maior em caso de descumprimento

O projeto também prevê aumento de pena para casos de descumprimento das medidas. A punição poderá ser ampliada de um terço até a metade quando a violação ocorrer por rompimento da área de exclusão monitorada ou pela remoção, violação ou alteração do dispositivo de monitoração sem autorização judicial.

De acordo com o parecer, a proposta reforça os mecanismos de fiscalização das medidas protetivas e amplia a responsabilidade do agressor.

“A iniciativa fortalece o compromisso do Estado com a proteção dos direitos humanos e com a promoção da dignidade das mulheres”, diz o texto aprovado.

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