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Anvisa aprova medicamento que pode adiar o desenvolvimento do diabetes tipo 1

Remédio é indicado para pacientes a partir de 8 anos com sinais iniciais da doença e pode retardar a necessidade de tratamento completo com insulina

Flávia Marinho
Por Flávia Marinho 4 Min Leitura
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Medicamento Tzield (teplizumabe), aprovado pela Anvisa para retardar o início do diabetes tipo 1 em pacientes com sinais iniciais da doençaImagem: Reprodução
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo medicamento que pode ajudar a retardar o desenvolvimento do diabetes tipo 1. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União na segunda-feira (9).

O medicamento Tzield (teplizumabe) é indicado para pacientes a partir de 8 anos que já apresentam sinais iniciais da doença, mas ainda não desenvolveram completamente o quadro clínico.

Como o medicamento atua

O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune em que o próprio sistema imunológico ataca as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina. Sem esse hormônio, a glicose se acumula no sangue, o que pode provocar complicações ao longo do tempo.

O novo medicamento atua modulando a resposta do sistema imunológico, com o objetivo de retardar a destruição dessas células. Na prática, o tratamento pode adiar o momento em que o paciente passa a depender da aplicação regular de insulina, fase conhecida como estágio 3 da doença.

Especialistas avaliam que essa possibilidade pode trazer benefícios importantes, principalmente para crianças e adolescentes com alto risco de desenvolver o diabetes tipo 1. O controle da glicemia nem sempre é simples e níveis elevados de açúcar no sangue por períodos prolongados podem provocar problemas cardíacos, renais e oculares.

Outros medicamentos aprovados

Além do tratamento voltado ao diabetes tipo 1, a Anvisa também aprovou o registro de outros dois produtos biológicos.

O primeiro é o Datroway, indicado para alguns casos de câncer de mama avançado. O segundo é o Andembry (garadacimabe), utilizado na prevenção de crises de angioedema hereditário, uma doença genética rara que provoca episódios de inchaço intenso em diferentes partes do corpo.

Estudos indicam que o tratamento com Andembry pode reduzir em mais de 80% a frequência das crises em pacientes diagnosticados com a doença.

Antes de chegarem ao mercado brasileiro, os medicamentos ainda precisam passar por etapas regulatórias, como a definição de preços pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

O que é o diabetes tipo 1

O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune crônica que atinge principalmente crianças e jovens. Ela ocorre quando o sistema imunológico destrói as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina, hormônio essencial para controlar o nível de açúcar no sangue.

Diferente do diabetes tipo 2, que pode ser controlado com mudanças no estilo de vida e medicamentos orais, o tipo 1 exige monitoramento constante da glicose e aplicações diárias de insulina.

Segundo o Ministério da Saúde, os principais sintomas incluem fome e sede frequentes, aumento da vontade de urinar, perda de peso, fraqueza, fadiga, mudanças de humor e episódios de vômito.

Dados da Sociedade Brasileira de Diabetes indicam que mais de 13 milhões de pessoas convivem com a doença no Brasil. Desse total, cerca de 5% a 10% dos casos correspondem ao diabetes tipo 1.

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