O rendimento médio dos trabalhadores brasileiros chegou a R$ 3.652 no trimestre encerrado em janeiro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor representa um crescimento de 5,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior e marca o maior patamar desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012.
O resultado supera o recorde anterior registrado em dezembro, quando o rendimento médio havia alcançado R$ 3.623. O avanço está ligado principalmente à melhora do mercado de trabalho, com aumento da ocupação e maior presença de empregos formais em diferentes setores da economia.
Além do crescimento do rendimento médio, a massa total de salários pagos no país também atingiu um novo recorde. De acordo com o IBGE, a soma das remunerações chegou a R$ 370,3 bilhões no trimestre analisado, registrando alta de 7,5% em relação ao mesmo período do ano passado.
Setores em destaque
Entre os segmentos que mais contribuíram para o aumento dos rendimentos estão agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, que registraram crescimento de 9% nos salários médios. A construção civil e os setores de informação, comunicação e serviços financeiros também apresentaram avanço significativo nos rendimentos.
A recuperação gradual da atividade econômica e o fortalecimento de áreas estratégicas ajudaram a impulsionar a renda dos trabalhadores, refletindo diretamente na circulação de dinheiro na economia.
Impactos na economia
Apesar do aumento da renda média ser visto como positivo para o consumo das famílias e para o crescimento econômico, o movimento também é acompanhado de perto por analistas e pelo Banco Central. O crescimento dos salários pode estimular o consumo e, em alguns casos, pressionar a inflação.
Esse cenário pode influenciar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, utilizada como instrumento para controlar o avanço dos preços no país.




