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Salário médio do brasileiro bate recorde e chega a R$ 3.652

Rendimento registrado no trimestre encerrado em janeiro é o maior desde o início da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012

Redação
Por Redação 2 Min Leitura
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Trabalhadores brasileiros registraram aumento na renda média no início de 2026.Imagem: Marcello Casal Jr Agência Brasil
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O rendimento médio dos trabalhadores brasileiros chegou a R$ 3.652 no trimestre encerrado em janeiro, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O valor representa um crescimento de 5,4% em comparação com o mesmo período do ano anterior e marca o maior patamar desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012.

O resultado supera o recorde anterior registrado em dezembro, quando o rendimento médio havia alcançado R$ 3.623. O avanço está ligado principalmente à melhora do mercado de trabalho, com aumento da ocupação e maior presença de empregos formais em diferentes setores da economia.

Além do crescimento do rendimento médio, a massa total de salários pagos no país também atingiu um novo recorde. De acordo com o IBGE, a soma das remunerações chegou a R$ 370,3 bilhões no trimestre analisado, registrando alta de 7,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

Setores em destaque

Entre os segmentos que mais contribuíram para o aumento dos rendimentos estão agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura, que registraram crescimento de 9% nos salários médios. A construção civil e os setores de informação, comunicação e serviços financeiros também apresentaram avanço significativo nos rendimentos.

A recuperação gradual da atividade econômica e o fortalecimento de áreas estratégicas ajudaram a impulsionar a renda dos trabalhadores, refletindo diretamente na circulação de dinheiro na economia.

Impactos na economia

Apesar do aumento da renda média ser visto como positivo para o consumo das famílias e para o crescimento econômico, o movimento também é acompanhado de perto por analistas e pelo Banco Central. O crescimento dos salários pode estimular o consumo e, em alguns casos, pressionar a inflação.

Esse cenário pode influenciar decisões sobre a taxa básica de juros, a Selic, utilizada como instrumento para controlar o avanço dos preços no país.

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