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Conflito no Oriente Médio ameaça exportações de carne do Brasil

Tensão entre Estados Unidos, Israel e Irã pode reduzir em até 40% os embarques e afetar rotas estratégicas do agronegócio

Ana Andrade
Por Ana Andrade 2 Min Leitura
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Navios com carne bovina brasileira podem ser afetados pela escalada do conflito no Oriente Médio, que ameaça rotas estratégicas de exportação e preocupa o agronegócio.Imagem: Marcello Casal Jr Agência Brasil
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O avanço do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã acendeu o alerta no agronegócio brasileiro. Exportadores de carne bovina já trabalham com a possibilidade de uma queda entre 30% e 40% nos embarques destinados ou que passam pelo Oriente Médio. O receio é que a escalada militar comprometa rotas estratégicas usadas para escoar a produção nacional para a Ásia e outros mercados.

Segundo a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes, a região responde por cerca de 10% das exportações brasileiras de carne bovina, o equivalente a aproximadamente 250 mil toneladas. Além de destino final, o Oriente Médio atua como um importante hub logístico. Navios com destino a países asiáticos, inclusive a China, fazem escala em portos do Golfo, onde as cargas são descarregadas, armazenadas e redistribuídas por mar ou por via terrestre.

Um levantamento realizado com empresas associadas à entidade revelou forte apreensão no setor. O presidente da Abiec, Roberto Perosa, classificou o cenário como “gravíssimo” e estimou impacto potencial de até 40% nas exportações brasileiras.

Impacto ampliado

A dimensão do risco cresce ao considerar que o Brasil projeta embarcar cerca de 3 milhões de toneladas de carne bovina em 2026. Em um cenário mais crítico, até 1 milhão de toneladas podem ser afetadas direta ou indiretamente, incluindo cargas destinadas à China e a países do Sudeste Asiático.

Dependência das rotas

A logística brasileira depende de portos estratégicos como Bahrein, Catar, Omã e Emirados Árabes Unidos, que funcionam como pontos de conexão entre a América do Sul e mercados asiáticos. Parte da carga segue desses locais em navios menores, enquanto outra parcela é redirecionada por terra para países vizinhos.

Caso o conflito se prolongue ou se intensifique, todo o fluxo logístico poderá ser revisto. O setor teme paralisação de contratos, aumento no custo do frete marítimo e perda de competitividade da carne brasileira no mercado internacional.

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