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Fachin arquiva relatório da PF que apontava suspeição de Toffoli no caso Master

Decisão segue entendimento do plenário do STF, que não viu motivos para declarar suspeição

Paulo Cesar Sampaio
Por Paulo Cesar Sampaio 3 Min Leitura
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O ministro Dias Toffoli durante sessão no Supremo Tribunal FederalImagem: Reprodução
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O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, arquivou neste sábado (21) a arguição de suspeição que questionava a atuação do ministro Dias Toffoli como relator da investigação sobre fraudes no Banco Master. A decisão ocorre após os ministros da Corte concluírem que não havia fundamento para afastá-lo do caso.

A arguição foi autuada por Fachin com base em relatório entregue ao STF pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, no dia 9. O documento mencionava Toffoli a partir de mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro.

As conversas envolviam trocas entre Vorcaro e seu cunhado, Fabiano Zettel, e tratavam do pagamento de um resort da família de Toffoli no Paraná, o Tayayá. Diante do conteúdo, o tema foi levado à análise dos ministros da Corte.

Reunião e posicionamento do plenário

No dia 12 de fevereiro, os ministros do STF se reuniram para discutir o relatório da PF. Após o encontro, divulgaram nota afirmando que não havia elementos para declarar a suspeição de Toffoli.

No texto, os dez ministros classificaram o caso como “não cabível” para arguição de suspeição e reconheceram a plena validade dos atos praticados por Toffoli na condução do inquérito. Ao mesmo tempo, informaram que o próprio ministro optou por deixar a relatoria, em respeito aos “altos interesses institucionais” envolvidos.

O arquivamento formalizado por Fachin neste sábado é consequência direta desse entendimento firmado pelo plenário.

Como começou a investigação

As apurações sobre supostas irregularidades na gestão do Banco Master chegaram ao STF em dezembro. Na ocasião, Toffoli decidiu que o processo deveria tramitar na Corte em razão de menção secundária a um deputado federal.

A investigação teve início na Justiça Federal em Brasília e envolve a operação de compra do Master pelo Banco de Brasília (BRB).

Durante a condução do caso, Toffoli determinou a realização de acareação no penúltimo dia do ano e, em janeiro, autorizou a prorrogação das investigações. Também no mês passado, deu aval a uma operação da Polícia Federal em outra frente, que apura um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Master e fundos de investimento administrados pela Reag.

Com a saída de Toffoli da relatoria, o processo foi redistribuído por sorteio ao ministro André Mendonça.

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