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Mulher é arrastada por crocodilo em rio já conhecido por ataques fatais

Vítima de 36 anos foi surpreendida enquanto coletava mariscos; região registra aumento de incidentes com répteis de grande porte

Ana Andrade
Por Ana Andrade 2 Min Leitura
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Imagens que estão rodando o mundo mostram o crocodilo no rio Luan Boya, em Kalimantan Oriental, onde ocorreu o ataque.Imagem: Divulgaçao/ X
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Uma mulher de 36 anos, identificada como Jusmitawati, morreu após ser atacada por um crocodilo no rio Luan Boya, em Kalimantan Oriental, na Indonésia. Ela coletava mariscos às margens do rio quando foi puxada para dentro da água pelo animal.

Moradores acionaram equipes de resgate assim que perceberam o ataque. Socorristas realizaram buscas e efetuaram disparos para forçar o crocodilo a soltar o corpo. A vítima foi recuperada, mas não resistiu aos ferimentos.

Histórico preocupante

O rio Luan Boya está localizado em uma região que já registrou outros episódios semelhantes. No ano passado, o adolescente Muhammad Nur Akbar, de 15 anos, morreu após ser arrastado por um crocodilo no rio Santan Ulu, também em Kalimantan Oriental. O jovem teria sido surpreendido ao colocar os pés na água.

Dados divulgados por autoridades ambientais da Indonésia apontam que o país está entre os que mais registram ataques de crocodilos no mundo. Organizações de conservação indicam que, nas últimas décadas, houve aumento nos conflitos entre humanos e esses animais, especialmente em áreas onde comunidades dependem diretamente dos rios para subsistência.

Pressão ambiental

Especialistas associam o crescimento dos ataques à destruição de manguezais, desmatamento para expansão agrícola e redução de estoques pesqueiros. Esses fatores alteram o habitat natural dos crocodilos e os forçam a buscar alimento em áreas mais próximas de povoados.

A Indonésia abriga 14 espécies de crocodilos, incluindo o Crocodylus porosus, conhecido como crocodilo estuarino, considerado um dos maiores répteis do planeta e responsável por parte significativa dos ataques registrados no Sudeste Asiático.

Autoridades locais reforçaram alertas para que moradores evitem atividades nas margens dos rios, principalmente pesca e coleta de mariscos, e estudam ampliar a sinalização em áreas com histórico de avistamentos.

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