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Cientista da UFRJ avança em pesquisa que busca reconstruir conexões da medula espinhal

Dra. Tatiana Sampaio desenvolve proteína inédita e dedica 28 anos a estudo pioneiro com potencial impacto em lesões medulares

Flávia Marinho
Por Flávia Marinho 3 Min Leitura
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Dra. Tatiana Sampaio, coordenadora de laboratório na Universidade Federal do Rio de Janeiro, desenvolve pesquisa pioneira sobre reconstrução de conexões da medula espinhalImagem: Reprodução
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A Dra. Tatiana Sampaio, pesquisadora e coordenadora do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, lidera uma pesquisa pioneira que estuda a reconstrução de conexões da medula espinhal por meio da proteína poliamilina, desenvolvida por ela. O trabalho, resultado de quase três décadas de dedicação científica, tem ampliado o debate sobre novas possibilidades terapêuticas para lesões medulares.

Formada em Biologia pela própria UFRJ, onde também concluiu mestrado, doutorado e pós-doutorado, Tatiana construiu toda a sua trajetória acadêmica dentro da instituição. São 28 anos de pesquisa concentrados na mesma proteína, mas com abordagens e estratégias que evoluíram ao longo do tempo. “São 28 anos trabalhando com a mesma proteína, mas não fiquei 28 anos fazendo a mesma coisa. É uma trajetória muito dinâmica”, afirma.

Pesquisa focada na regeneração

O estudo conduzido pela cientista investiga como a proteína poliamilina pode atuar na reorganização da matriz extracelular e favorecer a reconstrução de conexões nervosas rompidas após lesões na medula espinhal. A proposta se destaca por buscar caminhos biológicos para estimular processos regenerativos, tema considerado um dos grandes desafios da neurociência.

A linha de pesquisa ganhou maior visibilidade recentemente, após entrevista da pesquisadora repercutir nas redes sociais. O interesse público reflete a relevância do tema, especialmente para pacientes e famílias que acompanham avanços científicos na área.

Vocação que começou na infância

Casada e mãe de três filhos, Tatiana relata que o interesse pela ciência surgiu ainda na infância. No entanto, foi ao se tornar professora universitária que decidiu aprofundar sua atuação na pesquisa. Desde então, consolidou uma carreira marcada pela persistência e pela construção de conhecimento a longo prazo.

O encontro recente com a ex-atleta Laís Souza, que ficou tetraplégica após um acidente em 2014, integrou essa agenda de diálogo entre ciência e sociedade, mas o foco do trabalho permanece no laboratório, onde a pesquisadora segue investigando caminhos para ampliar as possibilidades de recuperação em lesões da medula espinhal.

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