O síndico tem um papel relevante para a administração condominial, aplicando as regras internas, administrando as despesas e os espaços físicos de utilização comum e, acima de tudo, buscando a pacificação entre moradores.
Ocorre que, em algumas situações, o conflito pessoal pode se transformar em perseguição aos moradores. O caso recente noticiado pela mídia, acerca da prática de um crime bárbaro praticado por um síndico de um condomínio da Cidade de Caldas Novas (GO), além de ser uma acusação grave, também expõe outro problema estrutural: a falta de governança administrativa em muitos condomínios.
Síndicos que definem quem pode ou não trabalhar, realizam gastos não autorizados, praticam reiteradas ações de abuso de poder, concentram um grande número de procurações de representação em assembleias, não prestam adequadamente contas, podem indicar, com tais ações, sérios problemas na administração.
Conselhos fiscais
A ausência de conselhos fiscais atuantes, regras claras sobre a prestação de contas, regimento interno com direitos e deveres dos condôminos, realização de auditorias e fiscalização do trabalho do síndico, podem abrir espaço para abusos na administração condominial.
Tratar do tema com responsabilidade é uma forma de prevenção e o silêncio dos moradores com práticas abusivas ou mesmo a normalização de ações informais para encobertá-las, ignorando conflitos recorrentes, é abrir espaço para que situações extremas e antissociais aconteçam.
O mercado imobiliário e condominial precisa discutir ética, legalidade, segurança e limites de atuação na administração condominial antes que novas tragédias sejam anunciadas. O direito de propriedade é assegurado em nossa constituição.




