Com a chegada do Carnaval, período marcado por festas ao ar livre e intensa exposição ao sol em todo o país, Dr Francisco Campos faz um alerta à população sobre os cuidados com a pele durante as festividades. Além do uso indispensável do protetor solar, o médico chama atenção para os perigos das “receitas caseiras” utilizadas para compor fantasias, como tintas artesanais, misturas com glitter, colas, sprays improvisados, tintas e outras substâncias aplicadas diretamente sobre a pele, que podem provocar queimaduras, alergias e manchas irreversíveis quando combinadas com calor e radiação solar.
O médico, fundador do Instituto FC, explica sobre situações recorrentes no consultório após as festividades. “Muitas substâncias não são formuladas para uso cutâneo e causam reações químicas quando expostas ao sol. Já vi pacientes com queimaduras de segundo grau, dermatites graves e manchas permanentes provocadas por misturas caseiras aplicadas sobre a pele durante o Carnaval. O barato pode sair muito caro quando falamos de saúde”, alerta o especialista.
Ele reforça outros vilões que normalmente passam desapercebidos e podem gerar manchas na pelo: os adesivos decorativos, muito populares nesta época. Ele conta que os cristais e purpurinas bloqueiam o sol de forma local, gerando manchas expressivas quando há exposição solar, gerando como o “efeito dálmata”. Para evitar, a dica é fazer uso de viseiras e bonés durante o dia, dando preferência para os adereços de adesivo em folias noturnas.
Outro ponto de cuidado é o couro cabeludo à mostra. Se não puder fazer uso de chapéu ou boné, a aposta é em protetores solares capilares, evitando queimaduras e irritações desconfortáveis.
Para a pele, a dica, além do uso de protetor solar, é o uso de produtos iluminadores com proteção solar formulados por indústrias na área de dermocosméticos. “Existem vários produtos no mercado formulados para verão que já vêm com ação dourada ou bronzeadora. Além de hidratar e ter fator de proteção, o significa que a pessoa pode brilhar de maneira segura”, comenta.
Sol exige cuidado
Dr Francisco lembra que mesmo com a proteção adequada ao tipo de pele, a reaplicação a cada duas horas, ou após mergulhos e sudorese intensa é fundamental. “Muitas pessoas acreditam que basta passar o protetor ao sair de casa, o que não é verdade, especialmente em casos de exposição intensa ao sol, a reaplicação é fundamental. O FPS está associado à duração da proteção, indicando quanto tempo a mais a pele pode ficar exposta ao sol sem queimar, quando comparado à pele sem proteção. Por exemplo: FPS 30 significa uma proteção 30 vezes maior do que a pele limpa. Por isso quanto maior o FPS, menor a necessidade de reaplicação.” Na dúvida, a regrinha para der lembrada é a reaplicação de duas em duas horas para uma pele protegida.
Em caso de ardor intenso, vermelhidão persistente, bolhas ou coceira após o uso de qualquer produto na pele, suspenda imediatamente o uso de qualquer produto e busque avaliação profissional.
Cuidar da pele também faz parte da fantasia e garante que a folia termine apenas com boas lembranças.




