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Governo mantém taxas do Minha Casa, Minha Vida mesmo com Selic alta

Ministro das Cidades diz que taxas estão no menor patamar da história e atendem necessidades; programa mira 1 milhão de novos contratos em 2026

Paulo Cesar Sampaio
Por Paulo Cesar Sampaio 3 Min Leitura
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Minha Casa, Minha Vida mantém as menores taxas de juros da história do programa, mesmo com a Selic em 15%, segundo o Ministério das CidadesImagem: Divulgação/Governo Federal
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O governo federal disse que não pretende reduzir os juros do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida (MCMV) neste ano, mesmo com a expectativa de queda da taxa básica de juros (Selic). A afirmação foi feita pelo ministro das Cidades, Jáder Filho, nesta segunda-feira (9), durante evento na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no Rio de Janeiro.

De acordo com o ministro, “não há previsão de baixar mais os juros”, porque as taxas do MCMV já estão no menor nível da história. Enquanto a Selic segue em 15% ao ano o maior patamar em quase 20 anos , o MCMV mantém juros muito abaixo disso, com 4% ao ano no Norte e Nordeste e 4,25% nas demais regiões para famílias com renda de até R$ 2.850 (Faixa 1).

Segundo Filho, os resultados do programa indicam que as taxas atuais estão “atendendo à necessidade do povo brasileiro”. A previsão da pasta é que sejam assinados 1 milhão de novos contratos do MCMV em 2026, mantendo ritmo semelhante ao esperado para 2027. O governo tem como meta encerrar o mandato com 3 milhões de contratos assinados no programa.

Juros altos e a economia

O Banco Central do Brasil (BC) decidiu manter a Selic em 15% ao ano na última reunião de política monetária, no fim de janeiro, marcando o maior nível desde julho de 2006. Apesar disso, o Comitê de Política Monetária (Copom) sinalizou possibilidade de iniciar um ciclo de cortes já na reunião de março, caso a inflação continue sob controle, segundo o comunicado da decisão de janeiro.

Ainda assim, os juros elevados começam a impactar o mercado de crédito. Em 2025, a taxa média de juros cobrada pelos bancos em operações com pessoas físicas e empresas subiu 6,5 pontos percentuais, fechando dezembro em 47,2% ao ano o maior avanço desde 2022.

Esse cenário contribuiu para uma desaceleração no crescimento do crédito bancário: o volume total avançou 10,2% em 2025, alcançando R$ 7,12 trilhões, abaixo da alta de 11,5% registrada em 2024. Outro efeito observado foi o aumento na inadimplência, que fechou 2025 em 4,1%, acima dos 3% no fim do ano anterior.

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