A decisão da deputada federal Bia Kicis de disputar o Senado em 2026 provocou um movimento silencioso, porém decisivo, dentro do PL no Distrito Federal. Com a saída de um dos principais nomes da disputa proporcional, o partido iniciou uma reorganização interna e passou a olhar com mais atenção para seus quadros com lastro eleitoral. Nesse novo cenário, um nome ganhou centralidade: Thiago Manzoni.
Em seu primeiro mandato como deputado distrital, Manzoni deixa de ser visto apenas como um político em ascensão e passa a ser tratado, internamente, como ativo estratégico. A mudança de status não é casual. Ela responde a uma necessidade objetiva do partido, que agora precisa preencher o vácuo deixado por Bia na Câmara Federal com nomes capazes de sustentar a nominata e contribuir de forma decisiva para o coeficiente eleitoral.
Voto comprovado e perfil definido
Eleito em 2022 com 25.554 votos, Manzoni obteve uma votação considerada sólida dentro do PL. O desempenho o colocou no radar da cúpula partidária como possível puxador de votos em uma disputa federal, especialmente em um cenário de alta competitividade. No PL, voto próprio não é detalhe. É critério central.
Além dos números, pesa o perfil. Manzoni dialoga diretamente com o eleitorado conservador do DF, mantém discurso alinhado às pautas do partido e apresenta previsibilidade política, atributo valorizado em momentos de reorganização interna.

O novo papel no tabuleiro
Com Bia fora da disputa proporcional, o PL busca nomes que reúnam três características essenciais: base eleitoral consolidada, capacidade de comunicação com o eleitor conservador e contribuição efetiva para o desempenho da chapa. Manzoni atende aos três requisitos. Por isso, cresce a leitura de que ele pode assumir papel de liderança na nominata federal ou, ao menos, figurar como um de seus pilares centrais.
Pressão silenciosa e sinal interno
Nos bastidores, o movimento é discreto, mas consistente. O nome de Manzoni aparece com frequência crescente nas conversas estratégicas do PL-DF. Pesquisas internas reforçam essa percepção e o colocam como opção viável para encabeçar a nominata. O teste é simples: se o partido decidir subir o tom e apostar alto, Manzoni está entre os primeiros da fila.
O sinal amarelo no PL-DF não vem de fora, mas de dentro. A legenda sabe que não pode errar na montagem da chapa, especialmente com a segunda vaga ao Senado ainda indefinida. Nesse contexto, Thiago Manzoni deixa de ser promessa e passa a ser realidade política. Hoje, é o primeiro da fila não apenas uma aposta, mas uma peça-chave no jogo de 2026.




