A liderança feminina tem ganhado reconhecimento não apenas por ampliar a diversidade institucional, mas por agregar qualidades que impactam diretamente a forma como se tomam decisões e se constroem políticas.
Na psicologia comportamental e na neurociência, estudos apontam que, em média, mulheres apresentam maior ativação em áreas cerebrais relacionadas à empatia, julgamento social e regulação emocional, como o córtex pré-frontal ventromedial e a amígdala. Esses circuitos favorecem estilos de liderança mais sensíveis ao contexto, com foco em cooperação, escuta e visão sistêmica elementos decisivos em ambientes de alta complexidade, como a gestão pública.
De acordo com o estudo publicado na Harvard Business Review (Zenger & Folkman, 2020), mulheres líderes foram avaliadas como mais eficazes do que seus colegas homens em 84% das competências analisadas, incluindo tomada de decisão, integridade e desenvolvimento de equipes. Esses resultados reforçam que o impacto da liderança feminina não é apenas perceptível é mensurável.
Firmeza que escuta
No Distrito Federal, a atuação da vice-governadora Celina Leão exemplifica como a firmeza estratégica pode caminhar ao lado de uma gestão técnica e conectada às reais demandas sociais.
Estando em posição de liderança na Secretaria da Juventude, observo como o olhar feminino contribui para decisões mais completas, processos mais empáticos e estruturas mais responsivas.
A presença feminina na liderança, portanto, não é apenas um sinal de avanço institucional é uma estratégia inteligente, respaldada pela ciência e refletida na prática.
Referência:
- Zenger, J., & Folkman, J. (2020). Research: Women Are Better Leaders During a Crisis. Harvard Business Review. Disponível em: https://hbr.org/2020/12/research-women-are-better-leaders-during-a-crisis



