Na eleição de 2018, quando poucos apostavam, Iolando surpreendeu. Fora dos holofotes, distante das listas da elite política e sem o rótulo de favorito, foi eleito deputado distrital com pouco mais de 13 mil votos. O resultado já indicava que não se tratava de um fenômeno ocasional, mas de uma liderança com base real, voto orgânico e forte conexão com comunidades, especialmente em Brazlândia.
Quatro anos depois, o cenário era outro. Em 2022, Iolando já não era novidade. Carregava o peso natural do mandato, enfrentava críticas, cobranças e o desgaste comum a quem exerce função pública. Ainda assim, contrariou previsões pessimistas e ampliou sua votação para 20.757 votos. Um crescimento que não nasce de marketing agressivo nem de modismos eleitorais, mas do reconhecimento pelo trabalho entregue.
Política sem vitimismo
Mesmo convivendo com uma deficiência, Iolando nunca a utilizou como muleta política ou discurso emocional. Ao contrário, transformou a própria vivência em instrumento de atuação responsável na defesa das pessoas com deficiência, sem explorar a dor alheia e sem recorrer à autopiedade. Não faz política chorando nem terceirizando culpas. Faz política trabalhando.
Brazlândia como termômetro
Em Brazlândia, seu principal reduto, o mandato é percebido no cotidiano. A relação com igrejas, sempre criteriosas, é sólida. Projetos como a iluminação urbana, que se transformou em ponto turístico e elevou a autoestima local, revelam um deputado atento ao simbolismo, ao pertencimento e ao cuidado com o espaço público.
Subestimar Iolando tem sido um erro recorrente. Enquanto muitos apostam em barulho, ele cresce em silêncio. E quem ignora a força da resiliência costuma perder o debate antes mesmo de começar.




