Na decisão que determinou a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a prestação de assistência religiosa durante o período de custódia.
De acordo com o despacho, o bispo Robson Rodovalho e o pastor Thiago Manzoni estão autorizados a realizar visitas individuais a Bolsonaro uma vez por semana, às terças ou sextas-feiras, com duração máxima de uma hora, desde que sejam respeitadas todas as normas do estabelecimento prisional.
Fundador de igreja com atuação internacional
Robson Rodovalho, de 70 anos, é bispo e fundador da comunidade evangélica Sara Nossa Fé, criada em 1992 ao lado da esposa, Lúcia Rodovalho. Segundo informações da própria instituição, a denominação reúne mais de 900 unidades no Brasil e no exterior, com presença em países da América Latina e da Europa, além de cerca de 1,3 milhão de membros.
Rodovalho também é fundador da Rede Gênesis, emissora de televisão gospel com transmissão para diferentes continentes. Formado em Física, com especialização em ressonância magnética nuclear e doutorado em física quântica, ele iniciou a atuação religiosa ainda jovem, criando clubes bíblicos e liderando a organização Mocidade Para Cristo em Goiás e na região Centro-Oeste.
Entre 2007 e 2011, foi deputado distrital pelo Distrito Federal, período em que Jair Bolsonaro exercia mandato parlamentar. Além da atuação religiosa, é autor de livros voltados à temática da chamada “batalha espiritual” e já defendeu, em textos publicados pela igreja, a participação de fiéis no Carnaval em contextos ligados à fé.
Nas redes sociais, Rodovalho publicou recentemente uma mensagem demonstrando preocupação com a prisão do ex-presidente, citando a condição de saúde de Bolsonaro, que passou por procedimentos médicos para tratar soluços persistentes.
Pastor, advogado e deputado distrital
O pastor Thiago Manzoni (PL-DF), de 42 anos, é advogado formado pelo UniCEUB e atua na área jurídica desde os 24 anos. Antes da carreira política, cursou disciplinas de Estatística e Relações Internacionais na Universidade de Brasília.
Manzoni iniciou a produção de conteúdos nas redes sociais em 2016, com foco em pautas conservadoras. Em 2018, concorreu a deputado federal pelo Partido Novo e, em 2022, foi eleito deputado distrital pelo PL, com mais de 25 mil votos. Na Câmara Legislativa do Distrito Federal, afirma ter como prioridade a defesa da família.
A autorização concedida pelo STF limita a assistência religiosa aos dois líderes indicados e estabelece critérios de frequência e duração das visitas, seguindo os protocolos aplicados ao sistema prisional do Distrito Federal.




