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O que pode causar uma convulsão e como agir diante de uma crise

Especialistas explicam fatores de risco, diferenças entre crise convulsiva e epilepsia e orientações corretas de primeiros socorros

Flávia Marinho
Por Flávia Marinho 3 Min Leitura
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Crises convulsivas podem ter diferentes causas e nem sempre estão ligadas à epilepsiaImagem: Reprodução
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Cerca de 10% das pessoas no mundo terão ao menos uma convulsão ao longo da vida, segundo especialistas. As causas são variadas e nem sempre estão ligadas à epilepsia, condição neurológica crônica caracterizada pela predisposição do cérebro a gerar crises epilépticas. Quadros como hipoglicemia, meningite, acidente vascular cerebral (AVC), privação de sono, estresse físico e emocional intenso e desidratação podem desencadear episódios convulsivos, especialmente em pessoas com maior sensibilidade neurológica.

De acordo com a neurologista Letícia Sampaio, situações de desgaste extremo aumentam o risco de crises em indivíduos predispostos. O neurologista Bruno Castelo Branco explica que nem toda convulsão indica epilepsia. Segundo ele, o ator Henri, atendido por sua equipe após o episódio recente, não recebeu diagnóstico da doença, já que todos os exames apresentaram resultados normais, inclusive os de função renal, hepática e de imagem cerebral.

Estresse e privação de sono como gatilhos

No caso de Henri ex participante do BBB, os médicos associaram a crise a um conjunto de fatores, entre eles estresse intenso, privação severa de sono nos dias anteriores e esforço físico elevado durante uma prova. O próprio ator relatou sofrer de insônia crônica e descreveu um padrão de sono fragmentado, marcado por cochilos curtos e não reparadores, o que resultava em exaustão constante ao longo do dia.

Após o episódio, ele afirmou estar em acompanhamento médico e fazendo uso de medicação. Segundo Henri, a crise serviu como um alerta para mudanças profundas no estilo de vida, incluindo a redução do ritmo de trabalho e do nível de estresse. Ele também esclareceu que uma declaração feita dentro do programa sobre consumo diário de vinho não refletia a realidade e classificou o comentário como uma fala informal, sem relação com seus hábitos reais.

Como agir corretamente em uma convulsão

O episódio também reacendeu o debate sobre como agir diante de uma pessoa em convulsão. A neurologista Letícia Sampaio reforça que um dos erros mais comuns é tentar segurar a língua da vítima. Segundo ela, isso é um mito, já que a pessoa não engole nem enrola a língua durante a crise.

A orientação correta é manter a calma e seguir protocolos simples de primeiros socorros. A Associação Brasileira de Epilepsia desenvolveu o método CALMA, que ajuda a lembrar as condutas adequadas: manter a calma, afastar objetos que possam causar ferimentos, colocar a pessoa deitada de lado, marcar o tempo da crise e acompanhar a recuperação após o episódio. A maioria das convulsões dura entre 30 segundos e dois minutos. Se ultrapassar cinco minutos, é fundamental acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU).

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