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Educação financeira e sustentabilidade: como estes temas se alinham?

Integrar teoria e prática é crucial, pois sem isso, qualquer ensinamento cai no vazio

Sandra Mara Bessa
Por Sandra Mara Bessa  - Professora 3 Min Leitura
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Educação financeira e sustentabilidade se fortalecem quando teoria e prática caminham juntasImagem: Freepik
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Temas contemporâneos transversais são recorrentes na educação na busca pelo atendimento aos preceitos de uma formação que se quer integral, além de se buscar maior engajamento do estudante no processo educativo por meio de abordagens mais contextualizadas e presentes em sua realidade local ou mesmo global. Dentre os principais temas, presentes na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ou nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), estão ética, multiculturalismo, meio ambiente, ciência e tecnologia, economia, saúde, cidadania, civismo e orientação sexual.

Tais temas são considerados contemporâneos por tratarem de questões relacionadas às vivências dos estudantes e que lhes permitem atuar de forma crítica como cidadãos e cidadãs. E são considerados transversais por perpassarem as diversas áreas de conhecimento, não se prendendo a um componente curricular em específico, o que abre as portas para a adoção de metodologias mais dinâmicas e interdisciplinares.

Desenvolvimento de competências cognitivas

Trata-se, portanto, da adoção de metodologias que favorecem o desenvolvimento de competências cognitivas, práticas e socioemocionais, ultrapassando a fragmentação do ensino em direção a uma visão sistêmica e integradora que possibilita deitar um olhar mais acurado sobre a realidade complexa em que estamos inseridos.

Nesse sentido, trabalhar com educação financeira (relacionada ao tema economia) e com a sustentabilidade (relacionada ao tema meio ambiente), ampliamos nossa percepção sobre como a sociedade lida com assuntos sensíveis, a exemplo do impacto do consumo desenfreado que endivida o indivíduo, refletindo negativamente em suas finanças pessoais, assim como impacta negativamente na coletividade ao se promover a destruição ambiental que tem gerado a grave crise climática vivenciada no mundo todo das mais diferentes formas, sejam enchentes, furacões, secas, incêndios. É preciso lembrar o quanto a crise climática impacta financeiramente do ponto de vista individual e coletivo. Como se pode atestar, tais temas estão imbricados e assumem certa interdependência.

Sendo a família, a comunidade e a escola responsáveis pela formação da criança e do adolescente, cuidar para que tais conhecimentos sejam trabalhados de maneira significativa e condizente com as mais severas demandas atuais. Buscar integrar teoria e prática é crucial, pois sem isso, qualquer ensinamento cai no vazio.

Cooperação e colaboratividade

O caminho a ser trilhado é complexo, mas não é inviável. Pensar em uma educação que privilegie a cooperação, a colaboratividade, a partilha de responsabilidades e a consciência do propósito de estar no mundo pode ser o grande diferencial. Educação financeira não pode se restringir à melhor forma de ganhar e administrar o próprio dinheiro. Sustentabilidade não pode se restringir a teorias ambientais inócuas. É preciso ampliar horizontes para uma atuação mais solidária no mundo.

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Posted by Sandra Mara Bessa Professora
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Gestora de projetos e especialista em Educação
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