Hoje vou aproveitar o espaço para responder a uma pergunta de uma leitora. Ela é moradora de um condomínio residencial e foi eleita, recentemente, como síndica, para administrar o residencial por um mandato de dois anos.
A resposta não é fácil, pois a fixação da remuneração depende do número de moradores e da arrecadação financeira. Outras demandas também podem influenciar na valoração da remuneração, tais como a existência ou não de áreas de lazer, de funcionários, administração de prestadores de serviços.
Pesquisa do IBGE
O valor também depende de cada estado. No caso dos síndicos moradores, uma pesquisa recente, baseada em dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística revelou que, no Rio de Janeiro, o valor médio é de R$ 2.115. Em Santa Catarina é de R$ 1.923 e na Bahia é de R$ 2.381 (fonte: Condomínio Interativo).
No que diz respeito ao sindico profissional, ou seja, aquele que não mora no condomínio mas administra de forma pessoal ou por intermédio de uma empresa, a remuneração é maior. É que, para esta categoria, exige-se uma maior especialização, por meio de cursos de gestão, finanças e legislação.
Nesse caso, a faixa salarial costuma variar entre valores de R$ 2.300 e R$ 5.710, a depender do tamanho do residencial e do tempo de trabalho disponibilizado ao residencial. Contudo, a depender do estado, este valor pode aumentar. É o caso do Estado de São Paulo, onde um síndico profissional pode chegar a uma remuneração média de R$ 7.386 (fonte: https://admdecondominios.com.br)
O custo real
A remuneração de um síndico, como já dissemos, não é uma medida fácil. Contudo, a sua fixação deve ser balizada por fatores que se amoldem à realidade de cada condomínio, notadamente por conta dos tributos a ela atrelados, como é o caso do recolhimento da contribuição social previdenciária e, em alguns casos, o recolhimento do Imposto de Renda.
Portanto, a forma e a precificação da remuneração do síndico precisam ser estratégicas, levando em conta não apenas o tempo investido, mas também a responsabilidade que ele abraça e o valor real que ele adiciona à propriedade.
Enfim, um condomínio bem administrado valoriza os imóveis e pacifica as relações entre os moradores. Esta última função, inclusive, não tem preço.



