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Quanto deve ganhar um síndico?

A fixação deve ser balizada por fatores que se amoldem à realidade de cada condomínio

Damião Cordeiro de Moraes
Por Damião Cordeiro de Moraes  - Direito Condominial 3 Min Leitura
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A remuneração varia conforme responsabilidades, tamanho do condomínio e encargos envolvidos na funçãoImagem: Freepik
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Hoje vou aproveitar o espaço para responder a uma pergunta de uma leitora. Ela é moradora de um condomínio residencial e foi eleita, recentemente, como síndica, para administrar o residencial por um mandato de dois anos.

A resposta não é fácil, pois a fixação da remuneração depende do número de moradores e da arrecadação financeira. Outras demandas também podem influenciar na valoração da remuneração, tais como a existência ou não de áreas de lazer, de funcionários, administração de prestadores de serviços.

Pesquisa do IBGE

O valor também depende de cada estado. No caso dos síndicos moradores, uma pesquisa recente, baseada em dados do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística revelou que, no Rio de Janeiro, o valor médio é de R$ 2.115. Em Santa Catarina é de R$ 1.923 e na Bahia é de R$ 2.381 (fonte: Condomínio Interativo).

No que diz respeito ao sindico profissional, ou seja, aquele que não mora no condomínio mas administra de forma pessoal ou por intermédio de uma empresa, a remuneração é maior. É que, para esta categoria, exige-se uma maior especialização, por meio de cursos de gestão, finanças e legislação.

Nesse caso, a faixa salarial costuma variar entre valores de R$ 2.300 e R$ 5.710, a depender do tamanho do residencial e do tempo de trabalho disponibilizado ao residencial. Contudo, a depender do estado, este valor pode aumentar. É o caso do Estado de São Paulo, onde um síndico profissional pode chegar a uma remuneração média de R$ 7.386 (fonte: https://admdecondominios.com.br)

O custo real

A remuneração de um síndico, como já dissemos, não é uma medida fácil. Contudo, a sua fixação deve ser balizada por fatores que se amoldem à realidade de cada condomínio, notadamente por conta dos tributos a ela atrelados, como é o caso do recolhimento da contribuição social previdenciária e, em alguns casos, o recolhimento do Imposto de Renda.

Portanto, a forma e a precificação da remuneração do síndico precisam ser estratégicas, levando em conta não apenas o tempo investido, mas também a responsabilidade que ele abraça e o valor real que ele adiciona à propriedade.

Enfim, um condomínio bem administrado valoriza os imóveis e pacifica as relações entre os moradores. Esta última função, inclusive, não tem preço.

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Posted by Damião Cordeiro de Moraes Direito Condominial
Damião Cordeiro de Moraes Advogado e consultor jurídico em Direito Condominial Contato: damiaoc@terra.com.br
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